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Food Rebellions! Food Rebellions! Crisis and the hunger for justice Eric Holt-Giménez & Raj Patel.

Food Rebellions! takes a deep look at the world food crisis and its impact on the global South and under-served communities in the industrial North. While most governments and multilateral organisations offer short-term solutions based on proximate causes, authors Eric Holt-Giménez and Raj Patel unpack the planet's environmentally and economically vulnerable food systems to reveal the root causes of the crisis.

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Artigos Principais

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Elite africana e a mídia ocidental

Chielo Zona Eze

2009-10-31, Edição 23

O professor nigeriano Chielo Eze neste artigo sobre a imagem da África na mídia ocidental argumenta que a despeito do projeto de Achebe nos anos 50 de lutar contra uma determinista imagem da África feita pelos outros, ele acredita que o tempo deste discurso já passou e que demos para de lamentar o fato de os dirigentes africanos estarem dilapidando o continente. Há que se tomar uma outra atitude por parte dos intelectuais africanos. Nesse sentido, ele acha no mínimo irônico as posições de Chimamanda Adichie e Binyavanga Wainaina sobre as histórias da África.

Empresas Corruptas em Moçambique. Existem?

Raúl Chambote

2009-10-07, Edição 22

O presente texto defende que o se denomina de corrupção não é um fenómeno exclusivamente do sector público, quer seja nos Países Desenvolvidos (PDs) ou País em vias de Desenvolvimento (PvDs). Actos ou prácticas de corrupção – “pequena e grande corrupção” - de vária ordem podem também serem observados no sector privado, sector das Organizações Não-Governamentais (ONGs), sector das Organizações Religiosas (ORs) e sector da Economia Informal (EI). O imaculado sector de doadores ou parceiros de cooperação, entanto que representações de interesses institucionais, é igualmente passível de questionamento quanto à sua aversão a cultura de corrupção.

Eleições 2009: decifrando o comportamento eleitoral em Moçambique

Adelson Rafael

2009-09-16, Edição 21

A expansão da democracia como regime político mar cou o século XX. A palavra “democracia”, de origem grega, significa, pela etimologia, demos - povo e kra tein - governar. Foi o historiador Heródoto quem utilizou o termo “democracia” pela primeira vez, no século V, antes de Cristo. Bem mais tarde, nos sécu los XV e XVI, a democracia reaparece gradativamente nas cidades do Norte da Itália, no período renascentista.

O futuro da agricultura angolana e o conhecimento científico

Fernando Pacheco

2009-08-04, Edição 20

Neste artigo, Pacheco trata da relação entre conhecimento científico e desenvolvimento no contexto angolano. O autor traça um panorama das políticas públicas ate então em dissonância com os interesses populares, e que poderiam estar muito bem de mãos dadas com as necessidades do povo. O papel dos economistas angolanos também tem um forte destaque em sua narrativa, que, ao final, clama pela reinserção dos grupos locais e das comunidades no planejamento nacional.

O direito à Terra em Angola

José do Patrocinio

2009-07-11, Edição 19

Neste artigo, Patrocínio analisa a questão da corridas as terras em Angola e a relação disto com os grandes empresários angolanos. O problema que se coloca é a privatização de terras selváticas e a marginalização da produção doméstica.

Desempenho desiludiu, igual a menos ajuda

Joseph Hanlon

2009-06-12, Edição 18


cc United Nations Photo
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Angola e o debate constitucional

João Melo

2009-05-25, Edição 17

Neste artigo, Joao Melo analisa os caminhos da sociedade angolana frente ao processo democratico em vias de acontecer no país. Segundo o autor, amanhã, 26, termina o prazo para a entrega, pelos cinco partidos com assento parlamentar (MPLA, UNITA, PRS, FNLA e NOVA DEMOCRACIA), dos seus anteprojectos de Constituição. O debate sobre a arquitectura fundamental da 3ª República vai começar. Finalmente ele questiona, "Que tipo de país querem os angolanos desenhar para as gerações vindouras?"

Uma incerteza substantiva: a democracia na África do Sul torna-se dinâmica

Adam Habib

2009-04-17, Edição 16

Neste artigo, o cientista político Adam Habib, faz uma análise do processo histórico e eleitoral na África do Sul, entretanto, o que mais chama a atenção para o seu texto é a forma como ele argumenta sobre a fissura dentro do maior e dominante partido político no país. A centralização do poder e das tomadas de decisao podem trazer sim incertezas ao país e sua elite, entretanto, o autor toma por empréstimo o conceito de incerteza subjetiva e desenvolve uma argumentação que ao final da leitura fornece uma advertência severa aos atores políticos na África do Sul.

Guiné Bissau: A 'caças as bruxas' e a reestruturação do exército

José Gama

2009-03-16, Edição 15

A aparente normalização, voltou a Bissau desde Quarta Feira, apos o luto prolongado.É sentido a habitual circulação de viaturas na cidade e as pessoas regressaram ao local de trabalho, segundo observações in loco. Na sequências das conotações ao narcotráfico atribuidas aos trágicos incidentes ocorridos nos dias 1 e 2 de do corrente mês.

A Guiné Bissau tem necessidade de uma nova liderança política

Carlos Cardoso

2009-03-17, Edição 15

Numa entrevista concedida ao jornalista Tidiane Kasse, em Dacar, o pesquisador e filósofo Carlos Cardoso fala franca e criticamente da delicada situação política que acometeu seu país recentemente, após o assassinato de Nino Vieira, antigo presidente. Com um tom bastante otimista, o investigador acredita na mudança em seu pais, bem como na luta contra a imagem de um Estado "naturalmente" violento e ligado ao narco tráfico.

A crise mundial acabou com o verniz das aparências em Guadalupe

Maryse Condé

2009-02-25, Edição 14

Desde o dia 5 de Janeiro, Guadalupe está agitada por um amplo movimento social. Lançado por forças sindicais e levado a cabo, hoje, por um coletivo global, este levante que se exprime através de reivindicações contra a vida cara e contra um sistema de exploração que sujeita as populações, porta em si mesmo relações de causas ainda mais profundas. Duzentos anos após o fim da escravidão, uma fraca minoria, descendentes “dos mestres brancos”, controla o destino de toda população, numa ordem capitalista em que a Metrópole deixou prosperar e que as populações contestam.

O trabalho escravo contemporâneo no Brasil e a permanência da questão racial.

Alyxandra Gomes Nunes

2009-02-07, Edição 13

Neste texto, o leitor confrontara as principais tendencias das discussoes levantadas durante o Forum Social Mundial, realizado na cidade de Belem, na regiao Amazonica, sobre a natureza do trabalho escravo que se apresenta no Brasil contemporaneo. Ha discussoes sobre a natureza do trabalho, do trabalhador rural e da cidade, da situacao do imigante, bem como sobre as medidas que estao sendo adotadas no combate, bem como a articulacao da sociedade civil sobre essa vergonha nacional e mundial.

Obama e a Onda Negra

Desconstruindo Mitos, Construindo Estratégias

Raquel Luciana de Souza

2009-01-14, Edição 12

Neste artigo, Rachel de Souza faz uma análise dos diferentes significados da eleicao de Barack Obama no que concerne a questao racial no Brasil. Ela faz uma leitura da onda negra que assusta o Brasil racista e o mundo, e ao mesmo tempo desconstroi o mito de que e novo presidente dos Estados Unidos ira resolver imediatamente as questões fundamentais dos povos negros na África e na Diáspora, entretanto ela nao nega uma disposicao positiva em relacao aos mesmos.

Angola, a pobreza uma vergonha nacional

Nelson Pestana (Bonavena)

2009-01-09, Edição 11

Angola tem uma população estimada em 18,5 milhões de habitantes, sendo cerca de 12,5 milhões pobres porque vive com cerca de 1,7 dólares americanos por dia, numa situação de serviços básicos diminutos, de baixos indicadores sociais e de fraco funcionamento do sistema de direitos. A pobreza no país está associada a vulnerabilidade estrutural das famílias, à doença e a um fraco acesso a serviços básicos

A África e o Brasil sob a ótica de interesses divergentes

Carlos Moore & Iroin

2008-11-14, Edição 10

Nesta entrevista, o antropólogo Carlos Moore faz uma contundente análise dos meandros que costuram os interesses das diferentes facetas das relações entre o Brasil, como uma potência emergente do chamado terceiro mundo, com o continente africano, no contexto das açõe afirmativas no Brasil e da lei 10.639/03 que institui o Ensino de História da África e dos afro-descendentes no Brasil em todos os níveis de ensino: fundamental, médio e superior.

Os véus da branquitude

Da supremacia branca ao racismo envergonhado do Brasil

Márcio André de Oliveira dos Santos

2008-11-17, Edição 10

Poucos duvidariam de que as identidades – étnicas, raciais, nacionais, religiosas, etc - são construções sociais que em muitos momentos fazem emergir sentimentos e reações profundas em todos nós. Seria exaustivo citar as tantas vezes em que fenômenos associados a defesa ou ataques a identidades específicas vieram à tona entre os séculos 20 e 21.

A inteligibilidade do político em Moçambique - Espaços

Elisio Macamo

2008-10-26, Edição 9

"Normalmente, a saída encontra-se onde estava a entrada”, diz Stanislav Jerzy Lec, meu companheiro na tentativa de tornar intelegível o político em Moçambique. Alguns destes aforismos não encaixam lá muito bem, mas já é tarde para mudar da forma de bater, como se diz em xangan. Comecei assim, vou terminar assim mesmo. Xangan conservador, mas moçambicano moderno. Também não encaixa, mas pouco importa. Vamos, então, ao que interessa.

Moçambique: Declaração de Maputo

Soberania alimentar, já! Com a luta e a unidade dos povos!

Via Campesina

2008-10-26, Edição 9

Somos gentes da terra, homens e mulheres que produzem os alimentos para o mundo. Temos o direito de continuarmos sendo camponeses e camponesas, e a responsabilidade de continuar alimentando a nossos povos. Cuidamos das sementes que são a vida, e para nós, o ato de produzir alimento é um ato de amor. A humanidade precisa de nós e nos negamos a desaparecer.

Angola, 33 anos depois

José Patrocinio

2008-09-23, Edição 8

Com a Revolução dos Cravos em Portugal, a 25 de Abril de 1974, abre-se uma página na história daquela potência colonizadora e das suas então colónias. Angola entra num processo de descolonização que lhe leva à independência a 11 de Novembro de 1975. Durante este processo de transição, vários foram os espaços experimentados de participação dos angolanos. Surgiram comissões por todos os lugares: Comissões de moradores, comissões de estudantes e comissões de trabalhadores.

Quo vadis Guiné-Bissau ? Novos rumos no país de Amílcar Cabral

Carlos Cardoso

2008-08-15, Edição 7

A Guiné-Bissau, um país de cerca de um milhão e meio de habitantes e do tamanho da Suíça, contava, nos anos setenta, dentre os países com maior índice per capita de ajuda ao desenvolvimento. O enorme prestígio de que gozava no seio da comunidade internacional fundamentava-se num certo número de opções assumidas pelas autoridades políticas de então, que podiam servir de exemplo a vários títulos. Apesar de ter optado por uma economia planificada, e mantendo-se fiel à política de não-alinhamento e ao pensamento de Amílcar Cabral, o país nunca chegou a declarar o marxismo-leninismo como ideologia de Estado, como fizeram os seus “companheiros de luta” de Angola e Moçambique. Até a primeira metade dos anos 80, e apesar das deficiências registadas aqui e acolá, o país deu provas de utilização criteriosa das ajudas internacionais; Tinham sido alcançados progressos significativos nos domínios sociais, nomeadamente no que respeita à taxa de escolarização e de alfabetização, à esperança de vida à nascença e ao índice de mortalidade materno infantil.

A agenda de nossas visões 6

2008-07-25, Edição 6

Texto do professor Elisio Macamo sobre a Agenda 2005 que trata de coisas fundamentais a Moçambique, como a ordem constitucional.

Um momento crucial para o Zimbábue

Bill Saidi

2008-07-05, Edição 5

Pode estar demasiado cedo falar de uma resposta positiva às chamadas para um governo da unidade nacional. Seria muito encorajador concluir que ambos os partidos concordaram com a essência de um GNU. Mas esta não seria uma análise acurada nem mesmo esperançosa do cenário. Primeiramente, há a violência em que os cidadãos desarmados foram vítimas de mutilação. Em segundo lugar, há a questão não resolvida de quem deve dirigir este GNU - Tsvangirai ou Mugabe. Se isto isso se tornasse um momento definidor para o Zimbábue, poder-se-ia argumentar, com uma boa dose de razão, que ambos os homens abaixariam suas próprias expectativas pessoais a favor de seu país e de seus povos. Mas isso seria realístico? Pergunta Bill Saidi.

O papel do gênero na água e no saneamento: uma questão moçambicana

Graça Julio

2008-06-16, Edição 4

A água e o saneamento são elementos críticos em uma estratégia de sobrevivência sustentável com porque se relaciona diretamente com questões de acesso e de controle dos recursos naturais, assim como a infra-estrutura e os serviços básicos. Entretanto, percebeu-se que os problemas de água e de saneamento afetam mais de 800 milhões de pessoas, 15 por cento da população mundial e a maioria destes está no sul do Saara (ibid). Para os partidos interessados em abordagens de soluções para esses problemas, há a necessidade de se ter uma compreensão desobstruída das interconexões entre ambos.

No dia de África, a xenofobia divide a classe trabalhadora

Thandokuhle Manzi e Patrick Bond

2008-05-29, Edição 3

Neste impactante artigo, Manzi e Bond alertam sobre as raízes da atual explosão de xenofobia na África do Sul, e alertam para o papel fundamental dos trabalhadores estrangeiros, em especial os moçambicanos, no desenvolvimento econômico gerado pelo trabalho nas minas sul-africanas.

A Mauritânia entre o Islamismo e ameaças terroristas

Armelle Choplin

2008-05-14, Edição 2

Em poucas semanas, a Mauritânia tem sido confrontada com diversos ataques terroristas reivindicados pela Al-quaeda no Magrebe. O islamismo radical não é novo neste país, mas o terrorismo e a violência dos atos perpretados são inéditos. Se as correntes radicais ganham em audiência, elas não devem ser confundidas com o terrorismo que não tem ancoragem na Mauritânia. A ameaça vem, por enquanto, do exterior.

Porque falar do Aquino de Bragança (AB)?

Jacques Depelchin

2008-04-19, Edição 1

Neste primeiro número do Pambazuka News em língua portuguesa, Jacques Depelchin fala-nos de um intelectual orgânico como Aquino de Bragança,num ensaio biográfico e apaixonante.

Bem vindos ao Pambazuka News edição em língua portuguesa!

Firoze Manji & Alyxandra Gomes

2008-04-19, Edição 1

O Pambazuka News tem se estabelecido como uma plataforma primária para análise, debate e formação de rede para justiça social em África. Nascido há sete anos, o semanário e seu sítio são produzidos por uma comunidade de cidadãos e organizações – acadêmicos, políticos, ativistas sociais, organizações de mulheres e da sociedade civil, escritores, artistas, poetas, bloggers e analistas que, juntos, produzem uma abordagem inteligente, afiada e crítica da situação política em África.

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