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Este foi o quarto ano seguido em que o Pambazuka News foi votado até a lista final, na qual ele consta de novo como o único sítio web relacionado a África. O Pambazuka News é descrito por PoliticsOnline como “uma comunidade de aproximadamente 1000 cidadãos – acadêmicos, ativistas sociais, organizações de mulheres, escritores, artistas, poetas, blogueiros e comentadores que juntos, produzem analises profundas e criticas que fazem-no o site mais inovador e influenciador para a justiça social em África…Pambazuka transformou-se numa fonte de vozes autenticas para analistas sociais e ativistas de África.

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Edições anteriores

Pambazuka News 17: Angola e o debate sobre a constituição e nosso adeus a Tajudeen

O reconhecido semanário eletrônico e plataforma para justiça social em África

Pambazuka News (Edição Português): ISSN 1757-6504

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CONTEÚDO: 1. Artigos Principais, 2. Comentários e análises, 3. Sumário da Edição Inglês, 4. Sumário da Edição Francês, 5. Obituários, 6. Livros & Arte, 7. Escritores Africanos, 8. Blog da África, 9. Mulheres & Gênero, 10. Direitos Humanos, 11. Refugiados & migração forçada, 12. Movimentos Sociais, 13. Eleições e Governabilidade, 14. África e China, 15. Corrupção, 16. Desenvolvimento, 17. Saúde & HIV e AIDS/SIDA, 18. Educação, 19. Racismo e Xenofobia, 20. Meio Ambiente, 21. Terra e direito à terra, 22. Mídia e liberdade de expressão, 23. Bem-estar social, 24. Conflitos e emergências, 25. Cursos, seminários & workshop

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Destaques desta edição

ARTIGOS PRINCIPAIS- Angola e o debate constitucional
COMENTÁRIOS E ANÁLISES- Darfur: questionamentos, validade conceitual e posições políticas no mundo e no Brasil
SUMÁRIO DA EDIÇÃO INGLÊS - Tajudeen Abdoul Raheem, um gigante que perdemos no dia da África
SUMÁRIO DA EDIÇÃO FRANCÊS - O festival panafricano de Alger face ao festival mundial de Artes Negras/FESMAN: jogos ideológicos e políticos
OBITUÁRIOS - Até breve, Tajudeen!
ESCRITORES AFRICANOS- Kate Hama: um general à escrita nos seus labirintos
BLOG DA ÁFRICA - Moçambique: Discurso racista e tribalista de Nuno Amorim (3)
MULHERES & GÊNERO- Quênia: Ativistas africanas lutam contra preconceitos
DIREITOS HUMANOS- Brasil: Ditabranda, Uma palavra e suas implicações
REFUGIADOS & MIGRAÇÃO FORÇADA - Angola: Ministro diz que dialógo sobre fronteiras com RDCongo está parado
EDUCAÇÃO - Portugal: Ministros ibero-americanos pretendem difundir espanhol e português na web
ELEIÇÕES E GOVERNABILIDADE- Movimento Democrático de Moçambique procura Secretário Geral;Presidente da República marca eleições para 28 de Outubro
ÁFRICA & CHINA-Guiné Bissau: China inicia construção de hospital militar na Guiné Bissau
CORRUPÇÃO
DESENVOLVIMENTO- Guiné Bissau: Banco África Ocidental inaugura agências em Bafatá e Canchungo
SAÚDE & HIV e AIDS/SIDA-São Tomé e Príncipe: Mais comida, melhor tratamento
MEIO AMBIENTE - Sao Tomé e Príncipe: Nova mini-hídrica pode resolver crónica falta de energia no Príncipe
TERRA E DIRETO À TERRA- Brasil: Ações contra demarcação pressionam comunidade na Bahia
MÍDIA E LIBERDADE DE EXPRESSÃO- Brasil: Os dez piores países para ser blogueiro
RACISMO E XENOFOBIA - Brasil: Edson Santos diz que combate ao racismo deve estar na agenda internacional
CONFLITOS E EMERGÊNCIAS - Angola: Dia de África com um debate sobre a reconstrução pós-conflito
CURSOS, SEMINÁRIOS & WORKSHOP - Angola: Dia de África é comemorado hoje




Artigos Principais

Angola e o debate constitucional

João Melo

2009-05-25

http://pambazuka.org/pt/category/features/56543

A discussão ainda não começou, mas, apesar disso, algumas vozes têm-se apressado a exprimir o receio de que a futura Constituição tenha a “cara do MPLA”. Teoricamente, esse receio pode fazer sentido, em virtude do tamanho da maioria obtida pelo partido no poder nas últimas eleições legislativas. Contudo, até agora, nenhum facto sustenta esse receio. Por isso, o mesmo tem de ser entendido à luz da luta política subjacente a todo o debate constitucional.

Como membro da Comissão Constitucional, não seria ético, da minha parte, entrar publicamente nos detalhes de um debate que está agora a começar. O que pretendo é tão-somente partilhar o apelo do Observatório Político-Social Angolano (OPSA) para que esse debate seja o mais amplo e aberto possível, em todos os aspectos.

Assim, parece essencial não ir para o debate com ideias pré-concebidas, evitando, pois, a tentação de transformar em dogmas certas opções constitucionais. A única coisa “sagrada” a preservar será o carácter rigorosamente democrático das soluções que vierem a ser adoptadas. O direito comparado aí está para mostrar que, no interior da democracia representativa, há várias fórmulas possíveis.

O ideal é que tais fórmulas sejam definidas o mais consensualmente possível (mas também sem tentativas de bloqueio). Para isso, pede-se abertura política e mental, objectividade, realismo, paciência, sentido de Estado e visão de longo prazo, por parte dos constituintes. Além disso, a discussão precisa de ser alargada a toda a sociedade.

Na verdade, esta será a primeira Constituição verdadeira da história de Angola. Até agora, o país tem vivido praticamente de transição em transição, mas espera-se que, com o advento da 3ª República, o mesmo entre na sua normalidade definitiva. Por essa razão, a discussão constitucional precisa de tempo. Não se trata apenas, como já ouvi certas vozes afirmar, de fazer uns “remendos” à actual Lei Constitucional.

Desse debate devem participar todos os angolanos. Na minha opinião pessoalíssima, esse é um assunto exclusivamente angolano. Estranhei, por isso, a decisão do maior partido da oposição de apresentar o seu anteprojecto aos embaixadores estrangeiros acreditados no país. A não ser que me esteja a escapar alguma coisa, achei isso despropositado, no mínimo.

Angola-EUA

De acordo com as informações disponíveis, a visita do ministro angolano das Relações Exteriores, Assunção dos Anjos, aos Estados Unidos foi extremamente positiva. Essa impressão foi reforçada pela maneira como decorreu, em Luanda, o seminário entre empresários americanos e angolanos, na mesma altura em que o ministro estava em Washington.

Ultrapassados que parecem estar os antagonismos do passado – na maior parte dos casos, baseados em equívocos mútuos – e 16 anos depois do reconhecimento formal de Angola pelos EUA, a ideia, assumida por ambos, é ampliar e reforçar os laços de cooperação entre os dois países, indo para além das relações no domínio da indústria petrolífera (as quais, curiosamente, se mantiveram mesmo quando não havia relações diplomáticas entre eles).

O presidente da Agência Nacional do Investimento Privado (ANIP), Aguinaldo Jaime, que acompanhou o ministro das Relações Exteriores na sua viagem, observou – e bem – que o investimento não-petrolífero americano em Angola é muito diminuto. Estou de acordo, obviamente, que Angola use a diplomacia económica para atrair mais investimentos americanos importantes fora do petróleo. Porém, isso não basta.

As autoridades têm um dever de casa a fazer, em termos de ambiente de negócios. Por exemplo, questões como a burocracia ou a corrupção são especialmente sensíveis aos investidores americanos. Sem falar da maka dos vistos, que ninguém consegue (ou quer) descomplicar.

Como se sabe, o pragmatismo é um traço fundamental da cultura americana. Ou seja, não basta só papo.

*João Melo, jornalista, parlamentar e escritor angolano.
*Artigo reproduzido de Africa 21, com autorização.
*Por favor envie comentários para editor-pt@pambazuka.org ou comente on-line em http://www.pambazuka.org





Comentários e análises

Sudão: Darfur: questionamentos, validade conceitual e posições políticas no mundo e no Brasil

Marcio Paim

2009-05-25

http://pambazuka.org/pt/category/comment/56549

Considerando á década de 80, precisamente o ano de 1983, como ponto de partida para compreensão do início da contenda, o número de vítimas pode ultrapassar os 400.000 alarmados pelas organizações “humanitárias” euro-ocidentais, assim como, o número de refugiados pode ser muito maior que os estimados dois milhões e meio estatisticamente conhecidos. Estupros em massa, esquartejamento, infanticídios, assassinatos, carbonizações, sociedades destruídas e um elevado número de órfãos e refugiados são o produto da violência indiscriminada perpetrada por milícias islâmicas mercenárias - inseridas no exército nacional do Sudão -, denominadas jajaweed.

Essas milícias são resultado da evolução política e do contexto político da guerra fria externalizado durante a década de 80 na nas disputas de poder envolvendo as relações entre o Chade e a Líbia. Durante a década de 80, o governo da Líbia utilizou-se desses grupos mercenários para expulsar as populações chadianas localizadas ao sul do seu território aumentando a sua influência para o interior do Chade. O governo da Líbia tinha por objetivo anexar o território do Chade. Com o abandono desta política por parte do governo líbio, esses grupos de mercenários foram deslocados para o Sudão, onde naquele momento – 1983 - estava em andamento o golpe de estado que fundamentava a idéia da construção de um “estado islâmico sudanês”, regido pela lei Sharia. As elites árabes fundamentalistas de Cartum utilizar-se-iam, a partir deste momento, estas milícias como instrumento principal da imposição do projeto do “estado islâmico”, perante a diversidade populacional sudanesa. Assim, a intensificação da violência a partir de 2003, bem como, a falta de perspectiva e ação por parte da “comunidade internacional” para solucioná-lo, levantam alguns questionamentos, a saber:
Por que um conflito que extravasa os limites da violência contra seres humanos, possui uma visibilidade tão reduzida na mídia mundial, quando comparado, por exemplo, com a visibilidade existente em torno da contenda israelo-palestina? Qual a concepção de “humanidade” existente no imaginário dos responsáveis pelas políticas na Organização das Nações Unidas – ONU – que partem do pressuposto, antes de tomar qualquer decisão, saber – através de “discussões inócuas” - se o conflito de Darfur constitui-se como genocídio ou guerra civil? Na visão dos formuladores da política internacional da Organização das Nações Unidas, a “ajuda humanitária” só pode chegar, depois de chegado àquele consenso, pois, só a partir do mesmo poder-se-á ter uma dimensão dos gastos necessários para a ajuda específica.

O que significa trabalhar pela paz; qual a noção de democracia e de direitos humanos, quando potências que detém o poder de veto no Conselho de Segurança das Nações – CSN – e por esse motivo, são as mesmas que detém a possibilidade concreta da tomada de “ações enérgicas” contra os violadores dos valores que defendem, continuam a manter relações econômicas e diplomáticas com o governo transgressor, como é o caso da China, que é o principal fornecedor de armas do governo sudanês?

A forma como a instabilidade de Darfur é percebida pelos organismos internacionais e pela mídia internacional, deixa explícita a pouca validade de conceitos como: Direitos Humanos, Paz, Humanidade, Democracia que nos dias correntes, continuam a servir como referenciais das relações humanas e como uma das principais contribuições da concepção de modernidade provinda na ideologia iluminista. Logo, tais questionamentos, têm a finalidade deixar explícita a ausência de perspectivas na resolução dos conflitos africanos – apontado na construção do discurso e na prática das potências - assim como, a manutenção da posição da África a partir de suas potencialidades e não da sua historicidade e relações humanas planetárias.

Por outro lado, o andamento e os desdobramentos do Conflito de Darfur, suscitam questionamentos em âmbito nacional que dizem respeito à importância deste conflito na política externa brasileira – na atual conjuntura das ações afirmativas - e na forma como a mídia impressa nacional dá visibilidade não apenas ao conflito de Darfur, mas, a toda uma dinâmica social africana qual os conflitos estão inseridos. Logo, dois questionamentos são de fundamental importância para a construção da imagem de uma África desprovida dos estereótipos e dos mitos raciológicos que a envolvem.

Qual a orientação da política externa brasileira em relação ao conflito de Darfur, considerando a política de aproximação Brasil-África e considerando a diminuição dessas distâncias, em um país onde aproximadamente 70% da população é afro-descendente? Tomando por base o decreto das ações afirmativas, qual o espaço que a mídia impressa nacional pode ocupar na formulação de uma imagem positiva da África e de suas dinâmicas internas, considerando a mesma, como uma das bases da formação do imaginário nacional sobre a África?

CONCLUSÃO

O conflito de Darfur apresenta-se na atualidade, talvez, como o maior em números de vítimas e o que se destaca pelo excesso de violências perpetradas a toda a população do Sul e do Oeste do Sudão, onde está localizada a região de Darfur. O fato de a violência transcender os limites humanos é que impera por questionamentos sobre a validade de conceitos – paz, direitos humanos, humanidade, humanitarismo, democracia - que norteiam, não somente, os organismos internacionais, responsáveis pela segurança planetária, bem como, as relações intergrupais mundiais. A não visibilidade para o conflito darfuniano nos remete a essas interrogações para explicitar a posição – o espaço que ocupa - da África e suas dinâmicas sociais em relação aos centros de poder. Imprescindível destacar que a pergunta sobre o significado e a validade de determinados conceitos objetivam demonstrar, como os mesmos são apropriados e aplicados de diferentes formas em relação ao continente africano e suas divergências internas.

REFERÊNCIAS

MAHDI EL, Mandour. A short history of the Sudan. Oxford university press, 1965.

POUTIGNAT, Philippe; STREIFF-FENART, Jocelyne. Teorias da etnicidade.São Paulo: Unesp, 1997.

PRITCHARD. E.E, Evans. Os Nuer. São Paulo: Perspectiva, 2005.

SHERMANN, Patrícia Santos. Fé, guerra e escravidão: cristãos e muçulmanos face a mahdiyya no Sudão (1888-1898). 2005. 416 f. Tese (doutorado em história) Niterói, Universidade Federal Fluminense, Rio de Janeiro.

*Marcio Paim é mestrando em Estudos Africanos na UFBA
*Por favor envie comentários para editor-pt@pambazuka.org ou comente on-line em http://www.pambazuka.org





Sumário da Edição Inglês

Tajudeen Abdul Raheem, um gigante que perdemos no dia da África

2009-05-25

http://www.pambazuka.org/en/issue/current/

Tajudeen Abdou Raheem, um gigante que perdemos no dia da África
Por Firoze Manji

Neste artigo, escrito no calor de uma noticia tragica, uma perda a todos que lutamos por um mundo melhor e por uma Africa inserida na luta social, Firoze Manji faz um tributo ao Dr. Tajudeen, que morreu num tragico acidente a caminho do aeroporto no Quênia. Tajudeen que contribuía semanalmente ao Pambazuka News com sua coluna 'African Postcards', será lembrado por seus amigos e companheiros como um gigante incansável na luta pela dignidade em África e da África nos fóruns internacinais tal como a ONU e a União Africana.





Sumário da Edição Francês

O festival panafricano de Alger face ao festival mundial de Artes Negras/FESMAN: jogos ideológicos e políticos

2009-05-25

http://www.pambazuka.org/fr/category/features/56410

O festival panafricano de Alger face ao festival mundial de Artes Negras: jogos ideológicos e políticos
Por Ammar Kessab


O estudo das relações culturais entre o Maghreb e a África negra demonstra que as trocas em material de arte e de cultura entre os dois universos se caracterizam por uma inércia papável. De fato, se pegamos os festivais como barometro do nivel de trocas, nos constatamos que somente três festivais sao dedicados ao Norte a cultura Africana: dois no Marrocos (Festival do cinema africano de Khouribga, Festival Internacinal de musicas africanas Magic Draâ em Zagora) e um único na Argelia (Festival arabo-africano de dansa folclórica de Tizi Ouzou).





Obituários

Até breve, Tajudeen!

Firoze Manji

2009-05-25

http://pambazuka.org/pt/category/obituary/56538

Tajudeen liderou o trabalho do Justice Africa com a União Africana desde seus primeiros dias. Ele combinou isto com seu papel de Secretário Geral do movimento Pan-Africanista, diretor do Centro para a Democracia e Desenvolvimento, o Programa Pan-Africano de Educação e Desenvolvimento e Adovocacia, e foi um lutador na luta para ter a Campanha de Desenvolvimento do Milenium das Nações Unidas a apioar programmas de relevância. Houve poucas iniciativas pan-africanas que logrou sem a inimitável presença de Tajudeen, seu apoio, humor e percepção política.
Muito de como ele conseguiu combinar tudo isso com sua contribuição semanal ‘Pan African Postcard’ que regularmente publicavamos no Pambazuka News e em outros jornais incluindo The Monitor (Uganda), Weekly Trust (Nigéria), the African (Tanzania), Nairobi Star (Kenya) e Weekly Herald (Zimbábue) sempre foi um mistério para todos nós.
Sempre podiamos contar com Tajudeen para chamar nossa atenção aos aspectos mais importantes dos últimos eventos políticos em África – Assim como você podia contra com ele para dar uma direção e encorajamento durantes tempos difíceis, restaurando em nós a coragem por outras lutas vindoras pela emancipação do continente.
A partida de Tajudeen deixa um buraco massivo em todas nossas vidas. Todos nós devemos lamentar a perda deste homem gigantesco. Mas se sua vida é para significar nada, nós devemos seguir seu chamado na assinatura de cada um de seus e mails – “Não agonize, organize-se!”.
Como parte de nosso tributo a Tajudeen, camarada, irmão e lutador do PanAfricanismo, Pambazuka News convida todos a enviar mensagens de concolencias e tributos para editor@pambazuka.org ou comentar on line em http://www.pambazuka.org/





Livros & Arte

Cabo Verde: "Cabo Verde, meu amor" ,longa-metragem apresentada em Paris

2009-04-30

http://www.noticiaslusofonas.com/view.php?load=arcview&article=22389

"Cabo Verde, nha cretcheu" (Cabo Verde, meu amor), primeira longa-metragem cinematográfica de uma realizadora cabo-verdiana e a primeira do percurso cinematográfico da realizadora Ana Lisboa, foi apresentado sexta-feira à noite em Paris. A violência doméstica e a violência sobre as mulheres são o tema de um filme, cujo epicentro se encontra na história de uma criança de 13 anos violada pelo professor. "Gosto de trabalhar os temas que me tocam. As violações são um problema que me toca enquanto mulher e enquanto mãe. É algo que pode atingir qualquer pessoa. E é um grande problema em Cabo Verde", declarou, à Lusa, a realizadora Ana Lisboa.





Escritores Africanos

Kate Hama: um general à escrita nos seus labirintos

Zetho Cunha Gonçalves

2009-05-04

http://pambazuka.org/pt/category/African_Writers/56100

Temos em Angola fórmulas de tratamento, de carinho e de respeito para nos saudarmos, e é por elas que começo:
– Ohosi ukulu! – é a fórmula, entre os Ovimbundu, com que uma pessoa comum saúda o seu chefe (a sua autoridade tradicional), acompanhando de aplausos a saudação, e que significa, literalmente, em português, “Saúdo-te, avô leão!”.
– Nakalunga! – responde o chefe. E esta palavra, em português, tanto significa “Grande água” (mar, imenso lago ou grande rio), como significa “Deus”, “céu” ou “morte”.

Entre pessoas de elevada posição social, a saudação restringe-se a uma única palavra:
– Ukulu! – que significa “Avô”.

Saudações e formalidades cumpridas, falemos agora de Nanu, pela voz dos ancestrais, que é a voz dos mitos e das lendas fundadoras.

Nanu significa “alto”, ou seja, a palavra que nomeia o planalto central de Angola, onde tradicionalmente habitam os Ovimbundu, a cuja cultura Kate Hama geneticamente pertence.

Molhada pelos Espíritos, eis a voz dos ancestrais:


Há muito tempo, quando os homens foram criados – funde nunde –, no Wambo havia leões soberbos e ferozes. Um dia, os homens, filhos de Ngana Nzambi (Deus), que criou também todos os animais da terra, chegaram à região Nanu. Ambiciosos, consideravam que o mundo lhes pertencia e que os animais deveriam viver exactamente onde eles, os homens, quisessem. Assim, os homens começaram a apoderar-se da região Nanu, mas os leões opuseram-se-lhes, conduzidos pelo mais possante de entre eles. A guerra estalou e, um a um, os homens foram sendo vencidos e mortos. Ficou apenas um, que fugiu. Este homem, não obstante as perseguições e esforços dos leões, escapou à morte e escondeu-se na floresta e na montanha. Um dia, esgotado pela fadiga, adormeceu. Um estranho ruído despertou-o e, de repente, viu que um enorme leão se aproximava. Disposto a morrer, pensou que os leões estavam com razão, dado que os homens tinham invadido o seu domínio e, por isso, mereciam o pior. Tremendo, fechou os olhos e esperou a morte. O leão aproximou-se lentamente e o homem sentia já o seu bafo. Surpreendido, verificou que não era um leão, mas uma leoa que o acariciava com a língua. Então, chorando, disse ao animal: “Estou só e vivo só. Peço-te que me não mates, pois sairei do teu país”. E a leoa respondeu: “Está tranquilo, não quero fazer-te mal. Pela minha parte, estou velha, sozinha, nenhum macho me quer. Não estou aqui para te matar, quero apenas que amenizes a minha solidão. Sou fêmea, e tu és um macho jovem e belo. O futuro pertence-nos”. E a leoa afagava o homem que, levado pelo prazer, a possuiu. O tempo passou. Um dia, o homem foi acordado pelos rugidos da sua companheira, vindos do interior da floresta. Surpreendido, viu que o animal tinha parido quatro seres semelhantes a si próprio: dois rapazes e duas raparigas. Ao amanhecer, a leoa morreu. Estes quatro filhos foram os pais de todos os povos do Nanu. Eis porque as “gentes do alto” se dizem descendentes de osi (leão ou leoa) e de um homem.

Povos ágrafos, os povos africanos. Por essa razão lhes chamaram povos “primitivos” e “selvagens”, cujo “Homem ainda não entrou na História” , como também já se ouviu, e leu.

Porém – e nunca será excessivo lembrá-lo! –, povos com uma poderosíssima literatura oral, riquíssima e vária, de entendimento do mundo e de sabedoria humana. E isto, se mais não houvesse, só por si bastaria para sedimentar uma Cultura e impor a sua identidade inequívoca.

De literaturas emergentes, as literaturas africanas de língua portuguesa são hoje literaturas com uma pujança e uma modernidade que a edição, a crítica, os estudos universitários e a fortuna de leitores tem vindo a solidificar e a confirmar.

Jovens literaturas, é certo – mas literaturas com estórias para contar. Estórias vivas – e muitas! –, cheias de gente dentro – com seus dramas, suas alegrias, seus casos e magias, seu humor.

Esse é o segredo, a sedução: ter estórias para contar.


Assim, também, a literatura angolana de ficção narrativa, a cuja vitalidade crescente se vem agora juntar A siamesa: aparição, primeiro volume de uma trilogia, e obra de estreia de Kate Hama – um general à escrita nos seus labirintos.

Kate Hama, cujo nome de baptismo é Bartolomeu Alicerces Neto Hama, nasceu no Bailundo, planalto central de Angola, a 16 de Julho de 1963. Militar de carreira, actualmente com a patente de general do exército angolano, na reserva – graças ao processo de paz que tanto demorou a chegar, mas é hoje uma verdade que já ninguém poderá violentar, nem trair –, encetou Kate Hama, com este romance, uma nova e mais nobre forma de combate: a da afirmação da cultura angolana sobre o mundo, através da magia das palavras e das estórias que só por elas se podem contar. Com a História e a memória cultural do seu povo e do seu país, como húmus e placenta da criação literária, naturalmente.

E esta é a primeira coisa – de todas, a mais valiosa – a ser saudada: o escritor que só a Paz pôde trazer, e dar, à literatura angolana.

Se toda a obra de criação literária é uma forma de autobiografia sub-reptícia do seu autor (e parafraseando Novalis, “quanto mais ficcional, mais verdadeiro”), também este romance, A siamesa: aparição, de Kate Hama o não deixará de ser, não obstante o autor se socorrer e servir do género literário da ficção científica para a sua elaboração narrativa. Na verdade, “Ekepa kalinhela v’osonde”, como diz um provérbio umbundu, cuja tradução em português significa: “O osso não se perde no meio do sangue”. E ainda um outro provérbio: “Esenda kalyendenda ongali”, que em português quer dizer: “Lagartixa de patas para o ar não anda de costas”. Uma adivinha umbundu pergunta: “Chyatuva akulo nhe?”
– “Que foi impossível aos ancestrais?” – e eis algumas das respostas:
– Ekoso okulitwika p’ohanda! (Espetar um pau numa rocha!)
– Okusakãla ondalu k’ilu lyovava! (Fazer fogo na água!)
– Okunhaleha osema k’ilu lyovava! (Secar farinha na água!)
– Olumbungululu okuvitenda! (Contar as estrelas!)
– Okulama ochilulu! (Cumprimentar um espírito!)
– Okwenda l’owato v’ongongo! (Andar de barco na montanha!)

Que tem tudo isto que ver com A siamesa: aparição, de Kate Hama? – perguntar-se-á. Não posso não responder, senão dizendo que é justa e precisamente desta cosmogonia e da cultura que ela encerra que parte e se constrói esta obra, ela mesma e a seu modo uma cosmogonia – ou, se se preferir, uma lenda fundadora sobre almas penadas, com suas almas e espíritos em trânsito entre o humano e a desencarnação, pelos universos do maravilhoso e do fantástico de que se alimentam as oraturas tradicionais angolanas. E isto, tanto ou mais que só uma obra do género literário da ficção científica.

*
* *

Dá-nos o autor como espaços onde decorre a narrativa, para além de Galáxias, como as do Além e dos Ares Quentes, por exemplo, a Cidade das Ruelas Estreitas (ou Apertadas), a Cidade de Solos Húmidos, os Condados do Labirinto, com o seu Salão Nobre, os Salões Amarelos da Constelação Unipolar, e a Esfera Rolante como se fosse o seu Cosmos.

Kapilas e Uvalas são os seres seus habitantes, muito embora entre si, por penetração sexual, à semelhança dos humanos, geneticamente se cruzassem e reproduzissem. Como seus líderes supremos, o Primeiro entre Pares e o Primeiro entre Ímpares.

“Lorde Kapito, o senhor do Labirinto” (título, aliás, do Capítulo V, e personagem que no capítulo anterior é dado como “O terror das imaginações”), “era um dedicado e extremoso anfitrião”, e um romântico. Acomodando “com brilho e riqueza em conforto os seus visitantes ou convidados.”, “Não acreditava que as guerras iluminavam a mente.”, pois

A paz, assim como a guerra, são dons universais que inúmeras vezes tiveram de ser exigidos da humanidade.

Os que se guerreiam, a uma dada altura sentem a necessidade da paz, para voltar a animar os valores mais usualmente humanos.

De certo modo, a paz mal amanhada e aconselhada é a guerra incubada. Para as zonas da Esfera Rolante que procurassem a paz e a calmaria, o Lorde tinha postado as Legiões dos Intriguistas, dos Conspiradores, Fazedores de Insatisfeitos, Promotores da Estupidez perante a Riqueza, e, finalmente, Corruptores. Um rol de gabinetes funcionais e activos em full-time, na defesa da existência da estrutura da Torre e dos seus superiores da Galáxia dos Ares Quentes.

Lêem-se estas palavras de exorcismo e de esconjuro da guerra e da morte que dela inevitavelmente advém, a páginas 45, cujos funcionários

Preocupavam-se com o dia a dia de certo número de escolhidos da Torre para lhes transmitirem, durante as festas, as orgias e os passeios nas localidades de Lorde Kapito, os fundamentos de uma vida saudável entre a intriga, a inépcia, a incompreensão, a desonra, a utilização daqueles que não eram adeptos dos ensinamentos do Lorde e daqueles que se uniram aos kapilas.

A vida durava pouco…

E mais adiante, diz o autor, volvendo a um plano já não tão próximo do humano, que “O valor da vida é pleno, quando a alma se confunde com os nossos dons, os espirituais e os naturais.”

Como anfitrião dos humanos, que antecipadamente se libertavam das suas “carcaças” para o encontro, o Lorde, depois de um “firme aperto de mão”, abraçava fortemente a alma dos homens, com quem trocava “Olhares sábios e segredantes.”, enquanto que

Às almas das damas, dependendo da sua estrutura física e tessitura facial, o Lorde tanto podia, depois de levemente vergar-se e menear a cabeça, beijar a mão como dar um ou dois dedos de conversa promissores!

O Lorde, com a sua “formação secular em Direito de Usurpação dos Dotes Inerentes ao Cérebro Humano.”, e como Representante do Primeiro entre Ímpares, não se poupava a esforços para impressionar as humanas almas que o visitavam, promovendo bailes e orgias inesquecíveis, lautos banquetes com tudo quanto de melhor, em comidas e bebidas se podia importar da Europa ou da África do Sul, a que nem os perfumes Kenzo, da sua particular predilecção, faltavam. Afinal, sentencia ele (ou o narrador por ele), “Os humanos viviam de ilusões e efémeras banalidades.”

Metáfora do poder, das suas estruturas e hierarquias, e metáfora da guerra, A siamesa: aparição é um romance cheio de humor, de ironia, e de transgressão (características tão comuns ao povo angolano, no seu quotidiano), onde o mito ancestral da dualidade, ou do duplo, se torna o fio condutor e labiríntico da narrativa, como desde o próprio título se dá a ler.

A perseguição à Siamesa, levada a cabo por uma Legião especial Ad-Hoc, da Constelação Unipolar, composta por Kanupy II, Dito e Alaina, é feita com as mais requintadas invenções tecnológicas, como os Carros de Cata-Ricos e os sistemas de comunicações bipolares, a par de camiões e automóveis humanos, onde não faltam sequer humaníssimos acidentes de viação, ou engarrafamentos dos túneis de ascensão. Túneis de ascensão para as almas, naturalmente. E para os seus meios de transporte, detecção e resgate.

Dividido em cinco partes e quinze capítulos, este primeiro romance de Kate Hama não descura nem a figura da mulher nem a sensualidade, o amor, o afecto e o erotismo nas suas páginas. E são justamente personagens femininas algumas das mais fascinantes criações ficcionais traçadas neste livro, como Alaina, Laurinda e Serafina, para além da Siamesa, que, depois da “missão cumprida” por Kanupy II, ao resgatá-la finalmente, e de lhe “fazer as análises da praxe”, a colocou a “relaxar na estufa central da Constelação Unipolar.” Posteriormente, e durante 12 horas, foi autorizada a voltar “a sentir emoções humanas.”, e a rever todos os seus entes queridos.

Não se pode dizer deste livro que seja uma obra-prima, muito embora, descontando, por vezes, um excesso de descritivismo narrativo, seja A siamesa: aparição uma obra consistente, reveladora de um talento sólido de contador de estórias, que vivamente auguro se venha aperfeiçoando nas próximas narrativas, pois só escrevendo, rasgando, reescrevendo muito, se aprende a escrever.

Livro de frescura e vida (porque, afinal, também as almas penadas ou extraterrestres são feitas de sentimentos e vida), A siamesa: aparição deve ser saudada em leitura de proveito e encantamento – e, permito-me repetir –, deve ser saudada fundamentalmente como a obra literária de um escritor que só a Paz pôde trazer à literatura angolana e, agora, ao nosso convívio.

*Zetho Gonçalves é poeta angolano e reside em Lisboa

*Por favor, envie comentarios para editor@pambazuka.org ou comente on line em http://www.pambazuka.org/





Blog da África

Moçambique: Análise (eleitoral) social e campanha eleitoral.

2009-05-04

http://circulodesociologia.blogspot.com/

O ano passado, uma parte considerável da “análise (eleitoral) social”, sobre o processo eleitoral nos Estados Unidos da América, veio de bloguistas. Em alguns casos, com maior integridade intelectual que a de académicos e da mídia convencional, bloguistas produziram análises interessantes que tornaram inteligível alguns dos fenómenos mais sombrios sobre a mudança do comportamento eleitoral dos americanos. Hoje, académicos naquele país reconhecem que o campo de estudos políticos e do comportamento eleitoral recebeu um “input” de “imanigação e criatividade analítica” vinda da blogosfera.


Moçambique: Discurso racista e tribalista de Nuno Amorim (3)

2009-05-04

http://tinyurl.com/ppnl42

Para o Nuno Amorim, o anónimo, por sinal membro ou simpatizante da Frelimo que questiona a sua postura, não pode ser outra pessoa senão o Reflectindo. Apenas eu perguntaria ao Nuno Amorim, se ninguém dos seus mais próximos já lhe criticou pelo discurso. Será que todos eles, incluindo os seus superiores, já estão claros sobre o que faz o José de colonialista, de um assassino dos moçambicanos? Acredito que dentro da Frelimo, partido que Nuno Amorim usa para o seu discurso racista e tribalista é constituido por uma maioria não racista e tribalista. Os estatutos da Frelimo são claros nesse aspecto e o discurso racista e tribalista viola estes mesmos estatutos.


Moçambique: No encalço de Dhlakama

2009-05-04

http://ideiasdemocambique.blogspot.com/

Escrevo-vos de Nampula, cidade que Afonso Dhlakama, líder da Renamo, escolheu para se refugiar das constantes investidas de analistas políticos e órgãos de comunicação social maputenses, sedentos em saber do que está acontecendo com ele e qual o rumo que pretende dar ao partido que liderou ao longo destes anos todos, a Renamo. Sim, ele anda por aqui. Já pude ver a casa onde oficialmente mora na cidade de Nampula. Mas, cedo soube que não andava por ai. Disseram-me que tinha ido ao distrito de Mogovolas que dista a 71 km da cidade de Nampula. Eu, que também estava de malas aviadas para lá, em missão de serviço, aproveitei a oportunidade para lá ir ver in loco o trabalho que este político está a levar a cabo.


Oralidade e escrita, Saberes discordantes?

2009-05-04

http://nyikiwa.blogspot.com/

O presente artigo surge como continuidade do post anterior sobre Educação versus escolarização, mas desta feita pretendo levantar a questão de um outro jeito. Geralmente as pessoas quando são introduzidas ao contexto escolar levam consigo alguns saberes apreendidos mediante a sua socialização. Porém, quando chegam a escola são como que desarreigados dos seus conhecimentos e submetidos a uma nova ordem da qual o professor é o agente, uma vez que tudo por ele dito está correcto.





Mulheres & Gênero

Angola: Organização da Mulher Angolana promove encontro de alfabetizadores

2009-04-30

http://www.jornaldeangola.com/

A Organização da Mulher Angolana (OMA) realizou ontem, em Luanda, um encontro com os alfabetizadores. A actividade realizou-se no anfiteatro do Comité Provincial do MPLA e contou com a presença de dos parceiros do Ministério da Educação, do escritor Fragata de Morais, Gaspar Euclesia, assessor do ministro da Educação, e como convidada, Luísa Grilo, directora Nacional do Ensino Geral, que abordou o tema “Alfabetização, Perspectivas e Metodologia”.


Guine Bissau: Lançada primeira revista exclusivamente feminina, a Kampuni

2009-04-30

http://www.noticiaslusofonas.com/view.php?load=arcview&article=22412

Kampuni, assim se chama a primeira revista que irá abordar em exclusivo os assuntos ligados à mulher na Guiné-Bissau, lançada em Bissau por uma jovem recém-chegada ao país, após concluir os estudos no Brasil. Licenciada em jornalismo e ex-modelo, Tania Proença Tavares criou e dirige a revista Kampuni (expressão que em dialecto Bijagó significa rapariga), uma publicação mensal que irá centrar-se no dia-a-dia da mulher guineense.


Quenia: Ativistas africanas lutam contra preconceitos

2009-05-04

http://www.parceria.nl/atualidade/africa/20090415-af-mulheres

"Só uma coisa: nós não podemos desistir!" Quem fala é a queniana Wangari Maathai, ganhadora do prêmio Nobel da Paz de 2004 por sua luta pelo meio ambiente e pelos direitos humanos. Ela é um exemplo da coragem e vitalidade da mulher africana, assim como Etweda Cooper, força motora do movimento de paz na Libéria, que teve um papel importante na derrubada do ditador Charles Taylor e para o final da guerra civil em seu país.


Quênia: Mulheres do Quênia fazem greve de sexo por governo de união

2009-04-30

http://www1.folha.uol.com.br/folha/bbc/ult272u558388.shtml

Grupos de ativistas mulheres no Quênia estão promovendo uma semana de greve de sexo em protesto contra as disputas dentro do governo de coalizão do país. Segundo elas, a greve é uma tentativa de evitar que se repita a onda de violência que afetou o país depois das eleições de 2007.





Direitos Humanos

Brasil: Ditabranda, Uma palavra e suas implicações

2009-05-04

http://carosamigos.terra.com.br/

Cinco analistas políticos discutem as implicações do editorial da Folha que reabilita o regime militar. Em resposta às questões formuladas por Caros Amigos, opinam Virginia Fontes, professora do Programa de Pós-Graduação em História da Universidade Federal Fluminense (UFF); Celso Lungaretti, jornalista e escritor, responsável pelo blog http://naufrago-da-utopia.blogspot.com, Valter Pomar, secretário de Relações Internacionais do PT; Luiz Antonio Magalhães, editor executivo do site Observatório da Imprensa; e Osvaldo Coggiola, professor titular do Departamento de História da USP.





Refugiados & migração forçada

Angola: Ministro diz que dialógo sobre fronteiras com RDCongo está parado

2009-04-30

http://www.noticiaslusofonas.com/view.php?load=arcview&article=22399

O ministro da Defesa de Angola, Kundi Paihama, disse hoje em Lisboa que o diálogo de Angola com a República Democrática do Congo sobre a definição das fronteiras está interrompido por falta de resposta das autoridades congolesas. "Fui pessoalmente ao Congo com uma mensagem do presidente angolano José Eduardos dos Santos para o presidente Joseph Kabila a dizer que temos que reunir a comissão mista para discutir esses problemas, mas eles esquivam-se", disse o ministro da Defesa angolano.





Movimentos Sociais

Angola: UA lamenta que paz e segurança ainda sejam as maiores preocupações

2009-05-28

http://www.africa21digital.com/noticia.kmf?cod=8492033&indice=0&canal=401

Luanda - O ministro angolano da Defesa, Kundi Paihama, defendeu, quarta-feira(27), em Luanda, a necessidade de maior reforço da cooperação nos domínios dos ministérios da Defesa e das Forças Armadas entre todos os estados membros da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP).





Eleições e Governabilidade

Guiné Bissau: Candidato do PAIGC defende conferência nacional para Guiné-Bissau

2009-05-28

http://www.africa21digital.com/noticia.kmf?cod=8491137&canal=401

Dakar - Malam Bacai Sanhá, candidato do Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC) às eleições presidenciais previstas para 28 de Junho na Guiné-Bissau, anunciou terça-feira à noite em Dakar a realização de uma conferência nacional com todos os actores políticos do seu país caso seja eleito Presidente da República


Guiné-Bissau: Primeiro-Ministro guineense visita o Senegal

2009-05-04

http://www.jornal.st/noticias.php?noticia=4729

O Chefe do Executivo guineense partiu hoje para Dakar, capital do Senegal, para uma visita oficial de dois dias. Carlos Gomes Júnior é convidado pelo Presidente senegalês, Abdulay Wade, um dos chefes de Estado africano mais próximo das questões guineenses, a par de Yaia Djameh da Gâmbia, tendo sido já no passado, indigitado para seguir o «dossier» da Guiné-Bissau no quadro da CEDEAO.


Moçambique: Actualização do Recenseamento Eleitoral arranca a 15 de Julho

2009-05-04

http://www.cip.org.mz/pub2008/news.asp

Segundo o Secretariado Técnico de Administração Eleitoral, ira decorrer em todo território nacional a actualização do recenseamento eleitoral para que os cidadãos que atingiram a idade eleitoral este ano e que perderam ou tem os seus cartões inutilizados, possam inscrever-se pela primeira vez ou regularizar a sua condição de eleitores, tendo em vista as eleições gerais e provinciais, marcadas para 28 de Outubro próximo. O recenseamento eleitoral vai arrancar a 15 de Junho e terminara 45 dias depois, isto é a 29 de Julho. Em relação ao o recenseamento eleitoral de raiz para os cidadãos moçambicanos residentes no estrangeiro irá decorrer durante vinte dias, mais precisamente entre 10 de Julho e 29 de Julho.


Moçambique: Movimento Democrático de Moçambique procura Secretário Geral

2009-05-04

http://www.imensis.co.mz/news/anmviewer.asp?a=15958&z=15

Segundo o País uma fonte bem colocada dentro do partido disse que uma das questões, que imperam na indicação de um secretário-geral, tem a ver com o facto de Daviz Simango pretender que o mesmo seja da região sul do país, alegadamente para `contrabalançar o discurso de unidade nacional, propalado pela Frelimo´.


Mocambique: Presidente da República marca eleições para 28 de Outubro

2009-05-04

http://www.cip.org.mz/pub2008/news.asp

As Eleições Presidenciais, Legislativas e das Assembleias Provinciais são a 28 de Outubro. Assim determinou o chefe do Estado, Armando Guebuza, em despacho presidencial. No seu despacho, Guebuza destaca que “...as eleições presidenciais, legislativas e das assembleias provinciais se devem realizar simultaneamente, num único dia, em todo o território nacional, durante a época seca...”





África e China

Guine Bissau: China inicia construção de hospital militar

2009-04-30

http://www.africa21digital.com/noticia.kmf?cod=8394316&canal=404

Bissau - A cooperação chinesa lançou, em Bissau, a primeira pedra para a construção de raiz de um hospital militar de 200 camas, que deverá estar pronto dentro de 16 meses, anunciou o embaixador da China na Guiné-Bissau, Yan Bangua. A cerimónia de lançamento da primeira pedra do hospital, a ser erguido num antigo quartel do exército no bairro de Brá, foi presenciada, quarta-feira, pelo presidente guineense interino, Raimundo Pereira, pelo primeiro-ministro, Carlos Gomes Júnior, membros do Governo e representantes diplomáticos.





Corrupção

Niger: Presidente de Níger dissolve Parlamento

2009-05-28

http://www.africa21digital.com/noticia.kmf?cod=8487429&indice=0&canal=401

Niamey - O presidente de Níger, Mamadou Tandja, dissolveu hoje (26) por decreto o Parlamento nacional, depois que a Corte Constitucional emitiu um relatório desfavorável sobre sua intenção de organizar um plebiscito para tentar se manter no poder, informou a imprensa local.

A medida aconteceu no momento em que os membros do Parlamento examinavam hoje a decisão do presidente de organizar um plebiscito para modificar a Constituição, de modo que pudesse se apresentar novamente às eleições quando encerrar seu mandato, no final de 2009.





Desenvolvimento

Angola: Governo defende políticas de combate às assimetrias

2009-05-04

http://www.jornaldeangola.com/

A secretária de Estado para o Desenvolvimento Rural, Filomena Delgado, defendeu, ontem, a criação de políticas públicas para a melhoria das condições das populações do meio rural. Filomena Delgado falava, em conferência de imprensa, em Luanda, dos objectivos da Conferência Nacional sobre o Desenvolvimento Rural, marcada para a próxima terça-feira.


Angola: os recursos humanos e o desenvolvimento sustentado de África

2009-05-25

http://www.tpa.ao/artigo

A fuga de quadros africanos qualificados, para os mercados da Europa e Estados Unidos da América, verifica-se actualmente em grandes proporções chegando a atingir o número acima dos 250 Mil, segundo instituições internacionais especializadas. De acordo com o antigo conselheiro angolano na Embaixada de Angola nos Estados Unidos da América, EUA, Francisco Cruz, em exclusivo ao Especial sobre o dia de África da TPA, assinalado a 25 de Maio, caso estes quadros tivessem oportunidades de regresso e de intervenção em África, ajudariam a elevar os índices de desenvolvimento.


Brasil: Lula e presidente do Senegal participam de eventos na Bahia

2009-05-25

http://www.africa21digital.com/noticia.kmf?canal=401

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva entrega hoje (25), às 15h45, na cidade de Cachoeira (BA), obra de recuperação do Quarteirão Leite Alves, prédio histórico que abrigará o primeiro campus da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB). O presidente do Senegal, Abdoulaye Wade, e o ministro da Educação, Fernando Haddad, participam da solenidade.


Guiné Bissau: Banco África Ocidental inaugura agências em Bafatá e Canchungo

2009-05-25

http://www.noticiaslusofonas.com/view.php?load=arcview&article=22566

O Banco da África Ocidental (BAO), detido maioritariamente pela Geocapital, inaugurou hoje uma agência em Bafatá, no leste da Guiné-Bissau, e outra em Canchungo, no norte, numa estratégia de combate à pobreza e desenvolvimento local, afirmou o director da instituição. No discurso de inauguração da agência em Bafatá, o director do principal banco comercial na Guiné-Bissau, Rómulo Pires, disse que o seu grupo pretende desta forma ajudar o governo na sua acção de combate à pobreza, esperando que a população da região ouse confiar as suas economias ao BAO.


Sao Tome: Companhia aérea quer unir arquipélago ao Brasil

2009-05-04

http://www.jornaltropical.st/

A STP Airways, companhia aérea de São Tomé e Príncipe, está estudando novas rotas para ligar os países de língua portuguesa, com planos para unir o arquipélago ao Brasil. "Já estamos voando Lisboa-São Tomé. Futuramente, vamos incluir São Tomé-Luanda, Luanda-São Tomé-Brasil e Brasil-São Tomé-Lisboa", disse à Agência Lusa o director de Relações Públicas da EuroAtlantic Airways, José Caetano Pestana





Saúde & HIV e AIDS/SIDA

Angola: Angola cria comissão interministerial de segurança e vigilância epidemiológica

2009-04-30

http://www.africa21digital.com/noticia.kmf?cod=8394222

O presidente de Angola, José Eduardo dos Santos, criou, quarta-feira, uma Comissão Interministerial encarregue da tomada de medidas de segurança e vigilância epidemiológica, com vista à prevenção do surto da gripe suína que foi detectada inicialmente no México.


Moçambique: Sem alimentos, seropositivos abandonam ARVs

2009-04-30

http://www.plusnews.org/pt/Report.aspx?ReportId=83960

A falta de alimentação adequada foi a principal causa para que mais de metade dos pacientes seropositivos em tratamento antiretroviral (ARV) na província de Sofala desistissem do tratamento em 2008. Dados oficiais indicam que cerca 4.353 dos 7.709, abandonaram o tratamento no ano passado – o equivalente a 56,4 por cento. Em 2007, o índice de desistência foi de 12,6 por cento. Lara Cristina Samuel, gestora adjunta de programa de HIV e SIDA na Direcção Provincial da Saúde (DPS) em Sofala, destacou que a má nutrição foi a principal causa para tais desistências.


São Tomé e Príncipe: Mais comida, melhor tratamento

2009-04-30

http://www.plusnews.org/pt/Report.aspx?ReportId=83944

Em tempos de crise e preços de alimentos cada vez mais altos, a ração do Programa Alimentar Mundial (PAM) está a desempenhar um papel fundamental para que os seropositivos continuem o tratamento antiretroviral. O acordo entre o PAM e o governo são-tomense já existe há dois anos e é considerado pelas autoridades sanitárias uma parceria estratégica na resposta ao HIV. Segundo o Programa Nacional de Luta Contra SIDA (PNLS) existem 108 pacientes em tratamento ARV no país, dos quais 98 recebem apoio do PAM.





Educação

Portugal: Ministros ibero-americanos pretendem difundir espanhol e português na web

2009-05-04

http://www.africa21digital.com/noticia.kmf?cod=8368564

Os ministros ibero-americanos de Cultura decidiram ontem (22) dar um impulso à difusão dos idiomas espanhol e português na Internet e no mundo da ciência e da tecnologia, no qual especialistas reconhecem um grande atraso em relação ao inglês.





Racismo e Xenofobia

Brasil: Edson Santos diz que combate ao racismo deve estar na agenda internacional

2009-04-30

http://www.irohin.org.br/onl/clip.php?sec=clip&id=6676

O ministro-chefe da Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial, Edson Santos, disse hoje que a luta contra o racismo "deve fazer parte da agenda internacional", a fim de consolidar a democracia no mundo todo. Santos, acompanhado pelo secretário de Estado adjunto para a América Latina dos EUA, Thomas Shannon, fez esta reflexão após a primeira sessão da conferência do plano de ação conjunto EUA-Brasil para eliminar a discriminação racial, realizado hoje e amanhã no Departamento de Estado americano. Em declarações à imprensa, Santos disse que a igualdade racial e a luta contra o racismo "são um ponto importante na agenda de ambos os Governos".





Meio Ambiente

Cabo Verde: aprovado empréstimo francês para água potável e saneamento

2009-05-25

http://www.noticiaslusofonas.com/view.php?load=arcview&article=22480

O governo cabo-verdiano aprovou o acordo de empréstimo de 10 milhões de euros para financiar um projecto de abastecimento de água potável e de saneamento básico no Município de Santa Catarina (Ilha de Santiago). A “luz verde” foi dada no Conselho de Ministros, em que o executivo de José Maria Neves ratificou o empréstimo acordado a 09 de Março, destinado a aumentar em cerca de 40 por cento o volume de água potável disponível para todas as localidades pertencentes ao Município de Santa Catarina.


Moçambique: Desastres naturais - Moçambique é terceiro mais afectado em África

2009-05-28

http://www.jornalnoticias.co.mz/pls/notimz2/getxml/pt/contentx/768113

Moçambique é o terceiro país mais afectado pelos desastres naturais em África, depois das Maurícias e Benin e um dos mais vulneráveis às mudanças climáticas que já estão a ser sentidas em todo globo, segundo estudo divulgado esta semana pelo Instituto Nacional de Gestão de Calamidades. Esta situação resulta da sua longa costa (2700 quilómetros), na qual se situam os principais portos nas cidades de Maputo, Beira e Nacala.


Sao Tomé e Príncipe: Nova mini-hídrica pode resolver crónica falta de energia no Príncipe

2009-05-25

http://www.noticiaslusofonas.com/view.php?load=arcview&article=22545

O crónico problema de falta de electricidade na ilha do Príncipe, São Tomé e Príncipe, poderá ficar resolvido brevemente com a instalação de uma nova mini-hídrica pelo grupo Soares da Costa, disse à Lusa o presidente do governo regional. Em declarações à Lusa em Lisboa, José Cassandra afirmou que o projecto da mini-hídrica de São Joaquim, a segunda a instalar pelo grupo português na ilha, está a ser analisada pelo Governo central e deverá receber "luz verde" nos próximos meses.





Terra e direito à terra

Brasil: Ações contra demarcação pressionam comunidade na Bahia

2009-05-04

http://tinyurl.com/ofvv4r

Das 21 ações judiciais contrárias a demarcação de territórios quilombolas no Brasil protocoladas em 2008, 14 dizem respeito à comunidade de Barra do Parateca, na Bahia. Fixados à margem esquerda do Rio São Francisco, no município de Carinhanha (BA), os quilombolas recebem ameaças constantes dos fazendeiros da região que têm interesse na área. A comunidade conseguiu a Certidão de Auto-Reconhecimento da Fundação Cultural Palmares, ligada ao governo federal, em 2005. Ainda aguarda, contudo, a conclusão do relatório antropológico e de outros itens que compõem o relatório técnico de identificação e delimitação (RTID), sob responsabilidade do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra).


Moçambique: Guebuza admite que produtividade agrícola ainda é baixa

2009-05-25

http://tinyurl.com/ojrlkl

O presidente moçambicano, Armando Guebuza, admitiu sábado, último dia da sua “Presidência Aberta e Inclusiva” à província da Zambézia, na região centro, que a produtividade agrícola ainda é muito baixa no país. “É verdade, o nosso rendimento é muitíssimo baixo”, disse Guebuza, frisando “muitíssimo baixo”. Segundo Guebuza, a área explorada em Moçambique deveria estar a produzir 10 vezes mais, pois a Zambézia, além de possuir uma terra rica para a prática de agricultura, também tem muita água.





Mídia e liberdade de expressão

Angola: Hoje é o Dia da Liberdade de Imprensa

2009-05-04

http://www.jornaldeangola.com/

O mundo assinala hoje o Dia da Liberdade de Imprensa, instituído há 15 anos pelas Nações Unidas. A 3 de Maio de 1991, na Namíbia, entrava em vigor a Declaração de Windhoek, com o propósito de salvaguardar o estabelecimento, em todo o universo, uma imprensa livre, independente e pluralista. A efeméride constitui o corolário da Declaração Universal dos Direitos do Homem, artigo 19º, que define que as pessoas têm direito à liberdade de opinião e de expressão, o que implica o direito de não serem molestadas pelas suas opiniões.


Brasil: Conferência Nacional de Comunicação

2009-05-28

http://www.paulofreire.org/Noticias/NoticiaConferenciaNacionalDeComunicacao

A primeira Conferência Nacional de Comunicação será realizada entre 1 e 3 de dezembro de 2009, quando serão apontadas diretrizes para regulação e políticas públicas para o setor, estabelecendo referências para a construção de um novo modelo institucional para as comunicações no país.
Rumo à Conferência, diversas organizações se articulam e realizam reuniões para qualificar a intervenção dos movimentos sociais nas etapas preparatórias e eletivas da Conferência.


Brasil: Os dez piores países para ser blogueiro

2009-05-04

http://www.observatoriodaimprensa.com.br/artigos.asp?cod=535CID003

Com um governo militar que restringe o acesso à internet e impõe duras e longas penas de prisão aos que postam material crítico, Mianmar é o pior lugar do mundo para ser blogueiro, segundo o novo relatório do Comitê para a Proteção dos Jornalistas (CPJ). O informe, "Os 10 piores países para ser blogueiro", também identifica vários países no Oriente Médio e na Ásia onde a penetração da internet aumentou e, em resposta, cresceu a repressão governamental.


Zimbábue: Quando a igualdade é diferença…

2009-05-04

http://mediaepoliticamoz.blogspot.com/

A SADC (Southern Africa Development Community – Comunidade para o Desenvolvimento da África Austral) mostrou esta semana ser uma organização que se guia pela lógica de ‘dois pesos e duas medidas’ na sua maneira de lidar com crises políticas. Ao cabo de um ano de minimização, ou mesmo de ‘nulização’, do Golpe de Estado perpetrado pelo comrade Robert Mugabe no Zimbabwe, eis que, em tempo recorde, o não comrade Andry Rajoelina, o militarmente indigitado presidente do Madagáscar, foi suspenso. Mas porquê se pode falar de Golpe de Estado tanto no apadrinhado Zimbabwe como na marginalizada Madagáscar?





Bem-estar social

Portugal: Conferência divulga plano estratégico em saúde da entidade lusófona

2009-04-30

http://www.africa21digital.com/noticia.kmf?cod=8392377

A CPLP promove hoje uma conferência, integrada no evento "Os Dias do Desenvolvimento 2009", para apresentar a preparação do plano estratégico de cooperação em saúde dos membros da organização. A conferência sobre o Plano Estratégico de Cooperação em Saúde da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa 2009-2012 (PECS-CPLP), patrocinada pelo Secretariado Executivo da entidade e pretende apresentar à comunidade as atividades que vêm sendo desenvolvidas em torno da preparação deste projeto conjunto na área da saúde, informa a Angop.





Conflitos e emergências

Angola: Dia de África com um debate sobre a reconstrução pós-conflito

2009-05-25

http://www.noticiaslusofonas.com/view.php?load=arcview&article=22562

Angola comemora hoje o Dia de África com um colóquio onde vários lideres do continente debatem a reconstrução nacional pós-conflito e o impacto da crise financeira internacional no continente. No encontro, estão presentes no colóquio o presidente da República angolano, José Eduardo dos Santos, e o presidente da Comissão Executiva da União Africana (UA), Jean Ping, sendo ainda aguardado o líder líbio e Presidente da UA, Muammar Kadhafi, entre outros dirigentes africanos.


Angola: UA lamenta que paz e segurança ainda sejam as maiores preocupações

2009-05-25

http://www.noticiaslusofonas.com/view.php?load=arcview&article=22560

O Presidente da Comissão Executiva da União Africana, Jean Ping, lamentou hoje, em Luanda, que passados os nove primeiros anos do século XXI, o continente africano ainda tenha na paz e na segurança as maiores preocupações. O gabonês Jean Ping, que se encontra em Angola no quadro das comemorações do Dia de África, 25 de Maio, lembrou hoje, no encerramento da 6ª Conferência do Comité de Inteligência e Segurança de África (CISSA), que os Estados africanos, nesta fase da sua história, ainda gastem dois terços dos seus recursos em questões de segurança e paz.





Cursos, seminários & workshop

Angola: Dia de África é comemorado hoje

2009-05-25

http://www.africa21digital.com/noticia.kmf?cod=8480021

O continente africano comemora nesta segunda-feira, 25 de Maio, 46 anos desde a proclamação da Organização de Unidade Africana (OUA), actual União Africana, num contexto de várias perturbações caracterizadas por confrontos político-militares e pela crise económica mundial. Um “Colóquio sobre a paz e reconciliação nacional no continente africano” realiza-se nesta segunda-feira, em Luanda, para assinalar o aniversário da fundação da organização de Unidade Africana(OUA), actual União Africana.





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