Edição Atual
Pambazuka News 32: Pambazuka News marcando seu lugar no debate sobre África Contemporânea
O reconhecido semanário eletrônico e plataforma para justiça social em África
Pambazuka News (Edição Português): ISSN 1757-6504
Pambazuka News é o reconhecido semanário eletrônico e plataforma para justiça social em África com comentários afiados e profundas análises sobre política e assuntos contemporâneos, desenvolvimento, direitos humanos, refugiados, questões de gênero e cultura em África.
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Destaques desta edição
ARTIGOS PRINCIPAIS
-Pambazuka News 500 edições
-Os Estados Unidos, a União Africana e a nova corrida pela África
-Justiça por Thomas Sankara, justiça pela África
COMENTÁRIOS E ANÁLISES
-BacktoBlack ou BacktoWhite Supremacy?
SUMÁRIO DA EDIÇÃO INGLÊS
-Pambazuka News 502: Crepúsculo de regimes ou o entardecer de novas eras?
SUMÁRIO DA EDIÇÃO FRANCÊS
-Pambazuka News 164: Haiti e as lutas pela libertação do povo negro.
ESCRITORES AFRICANOS
- Ó Neto! Diz lá as tuas frases bonitas!
BLOG DA ÁFRICA
-Angola: Desculpe senhora ministra, mas...
MÍDIA E LIBERDADE DE EXPRESSÃO
-Angola: Polícia Angolana reteve jornalista Investigativo Rafael Marques
-Angola: Jornalista assassinado. Repressão ou violência urbana?
-Angola: É o pior país lusófono para o exercício do jornalismo
DIREITOS HUMANOS
-Moçambique: Hábitos culturais contribuem para a violação dos direitos de criança
REFUGIADOS & MIGRAÇÃO FORÇADA
-Líbano: Dando aos refugiados palestinos o direito de trabalhar
ELEIÇÕES E GOVERNABILIDADE
-Brasil: Dilma Rousseff teve mais de 55 milhões de votos à Presidência
DESENVOLVIMENTO
-Moçambique vai contrair em 2011 dívida externa até 20 mil milhões de meticais
SAÚDE & HIV e AIDS/SIDA
-Angola: Estudo traça caminhos para a erradicação da malária
EDUCAÇÃO
-Moçambique: O desenvolvimento da educação só pode ser feito através de suas línguas
MEIO AMBIENTE
-Cabo Verde: Fortes chuvas provocam danos em Cabo Verde
JUSTIÇA ALIMENTAR
-Moçambique: Novas parcerias luso-moçambicanas na indústria alimentar, construção e media
BEM-ESTAR SOCIAL
-Afinal, quem tem que pagar por tudo isto? Nós cidadãos?
NOTÍCIAS DA DIÁSPORA
-Brasil: Troféu Raça Negra 2010 já começou.
CONFLITOS E EMERGÊNCIAS
-Global: ONU pede a Angola e RD Congo que investiguem violações
Artigos Principais
Pambazuka News 500 edições
Firoze Manji
2010-11-01
http://pambazuka.org/pt/category/features/68262
Afinal, no que o Pambazuka News se transformou hoje? Esta é uma pergunta surpreendentemente difícil de responder, já que significa muitas coisas para muita gente. Apesar do nome, não é um provedor de notícias: sim, é possível encontrar notícias e sim, nós tentamos resumir aqueles que acreditamos serem os acontecimentos mais importantes no continente dentro da nossa seção "Links and Resources" do newsletter (informativo eletrônico). Mas também é mais do que isso. Os artigos que publicamos não são (com poucas exceções) escritos por jornalistas, mas por uma grande (e cada vez maior) comunidade de aproximadamente 2.500 escritores, acadêmicos, bloggers, ativistas, organizações e movimentos. Assim, Pambazuka News é provavelmente o mais bem estabelecido, ainda completamente não reconhecido, exemplo de jornalismo cidadão - e o nosso newsletter nasceu muito antes deste jargão cair no uso comum. E ainda vai além de ser apenas um site para o jornalismo cidadão.
Pambazuka News foi desenvolvido para reforçar e apoiar o desenvolvimento de um movimento pan-Africano progressivo, que tem o compromisso de garantir que o povo do continente pode e vai determinar seus próprios destinos. Foi desenvolvido para permitir às pessoas 'se organizarem para se emanciparem com relação a todas as formas de opressão; reconhecerem suas responsabilidades sociais; respeitarem as diferenças existentes entre eles; e perceberem seu potencial.' [1]
O que nós procuramos fazer é fornecer uma plataforma, um espaço, para análises críticas a partir de uma perspectiva pan-Africana e emancipatória, que informa e arma aqueles engajados nas batalhas em nome da transformação social; e que permite que eles tenham suas vozes ouvidas acima da cacofonia gerada pela mídia corporativa. Nós procuramos ativamente facilitar a realização de conexões de solidariedade através do continente e da diáspora africana. Nós procuramos desmitificar o termo 'desenvolvimento' ao expor o saqueamento e a exploração sofridos pela população e pelos recursos naturais africanos por parte de corporações; agências humanitárias; pelas denominadas 'potências emergentes'; e pela nossa elite local. Nós permitimos que inúmeros movimentos sociais e organizadores de campanhas utilizassem a Pambazuka News para lutar por políticas sociais progressivas. Nós fornecemos espaços seguros nos quais assuntos relacionados à sexualidade e às questões sobre GLBTIs possam ser discutidos sem medo. E nós encorajamos debates e discussões sobre os assuntos críticos do dia-a-dia. Ao fazer isso, nós publicamos perspectivas que contrapõem: a caricatura superficial, paternalista e muitas vezes racista da África que é tão prevalecente na mídia internacional; e a mentalidade das ONGs e da indústria humanitária, os quais apresentam a África como objeto digno de pena, esperando pelo seu apoio. Mas acima de tudo, Pambazuka News retrata o povo da África como agente da mudança; pessoas que, apesar de todos os obstáculos, escrevem sua própria história através de suas batalhas diárias.
Mas se o nosso objetivo tem sido alimentar um movimento pan-Africano, nós reconhecemos que mesmo dentro do movimento há diversas perspectivas que necessitam ser expostas e discutidas. Nós não nos abstivemos de expor as divergências sobre assuntos como o programa de reforma agrária de Mugabe no Zimbabue, em Darfur ou em Ruanda. Uma discussão aberta e não-partidária incluindo diferentes perspectivas é uma pré-condição para clareza e, paradoxalmente, para construir a unidade.
Um dos princípios orientadores do Pambazuka News sempre foi o fato de nós termos concorrentes: enquanto outros desenvolvem newsletters, criam novos sites, tomam iniciativas semelhantes às nossas, nós comemoramos e procuramos dar a eles publicidades nas páginas do Pambazuka News.
Nosso número de leitores é relativamente modesto. Nós temos aproximadamente 26.000 assinantes e cerca de 600.000 visitantes do site durante o ano passado. Este índice de leitura foi construído principalmente através do 'boca-a-boca'. Nós não sabemos o verdadeiro índice de leitura atual; artigos do Pambazuka News são publicados regularmente no AllAfrica.com e em muitos outros sites. O levantamento do nosso número de leitores indica que em média, cada assinante encaminha o newsletter para outras cinco pessoas.
O grau no qual esta comunidade de leitores e de 2.500 autores contribuintes têm sido capazes de interagir uns com os outros até agora esteve limitado à escrita de artigos; ao envio de cartas ao editor; ou a comentários sobre artigos disponíveis online. Isso é algo que nós estamos tentando melhorar. Nos próximos meses nós lançaremos um novo site que permitirá interações maiores; espaço para os membros postarem informações sobre eles; postar artigos; iniciar debates; organizar campanhas; e participar de fóruns online, os quais intelectuais e ativistas serão convidados a moderar.
Cinco anos atrás, nós costumávamos publicar três ou quatro artigos originais por semana. Hoje, nós recebemos tanto material interessante que nós não temos escolha a não ser publicar entre 20 e 30 artigos por semana. Nós ficamos sabemos através de muitos de vocês que o volume - e também o cumprimento - destes artigos muitas vezes é exagerado. Nós mesmos temos problemas para ler e editar tudo. Se tivéssemos recursos, nós certamente lhes forneceríamos versões mais curtas dos artigos.
Estaremos sendo nós mesmos vítimas do nosso próprio sucesso? Em parte, sim. Dada a popularidade do Pambazuka News, há um número crescente de pessoas que gostariam de publicar com a gente. Mas eu acredito que este aumento no volume de contribuições também é um reflexo de algo muito maior que o Pambazuka News: durante os 10 anos da nossa existência, nós nos tornamos cada vez mais conscientes de que estamos vivendo em numa nova era marcada pelo aumento dos protestos; pelo ressurgimento do ativismo; pela re-emergência dos movimentos sociais que se recusaram a se render; pelo clamor por um outro mundo. Nós acreditamos que haja uma crescente falta de credibilidade com relação aos mantras vazios dos nossos 'líderes' nacionalistas, os quais venderam tantos dos suados frutos da independência; os quais fiscalizaram a privatização dos serviços públicos, da terra, dos recursos naturais; criaram a falta de terras, o desemprego (ou mesmo o não-emprego); e neste processo acumularam muita riqueza pessoal. O conceito de 'desenvolvimento' perdeu qualquer outro significado, e significa somente o processo de acumulação pela expropriação. Há um clima de descontentamento, de busca por alternativas a ideologia do saqueamento e do enriquecimento pessoal. É um clima que nós acreditamos que está sendo refletido no conteúdo dos artigos que são publicados no Pambazuka News.
Nos próximos períodos, enquanto a economia capitalista mundial continua a entrar em crise; enquanto a busca pela maximização de lucro evita qualquer medida razoável para deter e reverter a mudança climática; e enquanto a competição pelo acesso aos recursos naturais aumenta; a África enfrenta a ameaça de perder ainda mais o controle sobre seu próprio destino. Um movimento efetivo por justiça e liberdade se faz necessário hoje mais do que em qualquer outro momento na história. Se o Pambazuka News puder contribuir com a construção de tal movimento, então nós teremos vivido vidas que valeram a pena serem vividas.
Notas
[1] Declaração da Missão de Fahamu - Redes pela Justiça Social http://www.fahamu.org
*Firoze Manji é editor chefe do Pambazuka News.
**Texto gentilmente traduzido por Luciana Cruz, voluntária do programa das Nações Unidas Online Volunteer do qual a Fahamu e o Pambazuka News participam.
***Por favor envie comentários para editor-pt@pambazuka.org ou comente on-line em http://www.pambazuka.org
Os Estados Unidos, a União Africana e a nova corrida pela África
Jason Hickel
2010-11-01
http://pambazuka.org/pt/category/features/68329
Nos últimos anos, houve um aumento expressivo nos esforços diplomáticos americanos na África que coincidiu com uma mudança decisiva no discurso político sobre o continente. À primeira vista, isso pode parecer um desenvolvimento positivo, refletindo uma atitude mais progressista com relação ao que por muito tempo foi considerada uma periferia global de pouca importância. Mas um olhar mais detalhado revela que a diplomacia americana na África está menos preocupada em servir aos propósitos do povo africano do que em garantir os interesses do capital privado americano. Em nenhum lugar isso ficou mais flagrante e claro do que nas falas de Michael Battle, o embaixador dos EUA na UA.
Primeiro, um pouco sobre Battle. Ele recebeu o título de Mestre em Divindade pelo Trinity College e o de Ph.D em Sacerdócio pela Universidade de Howard, e atuou no Centro Teológico Interdenominacional em Atlanta até ser nomeado para seu posto atual pelo Presidente Obama em 2009.
A posição de Battle na UA é nova e pouco conhecida fora dos círculos diplomáticos. Os EUA só estabeleceram um embaixador dedicado à UA durante o governo de George W. Bush, em 2006. Essa missão – conhecida como USAU – é a primeira desse tipo entre países não africanos, e foi elaborada para facilitar as operações dos EUA na África, de modo a ser uma alternativa mais ‘eficiente’ e ‘eficaz’ do que as relações bilaterais com Estados individuais africanos.
Este mês eu tive a oportunidade de comparecer a um discurso proferido por Battle durante sua visita ao Centro Miller de Assuntos Públicos na Universidade da Virgínia. Eu reparei na nova retórica diplomática logo no início de sua apresentação. Primeiro, ele se referiu à África como um continente de ‘grandes riquezas’ e ‘abundância’, sinalizando um notável abandono de representações anteriores e antigas da África como ‘desolada’ e ‘empobrecida’. Em paralelo a esse ponto, Battle falou longamente sobre a mudança da política dos EUA na África em direção a ‘investimento’ e ‘parceria’ corporativa, e se distanciando de ‘ajuda’ e ‘assistência’ pública.
Minha primeira impressão foi de que isso parecia ser uma boa notícia, mas o restante do discurso de Battle revelou suas reais intenções, conforme os dois objetivos principais da USAU rapidamente vieram à tona: segurança e comércio.
Em termos de segurança, Battle confirmou a dedicação dos EUA para trabalhar com a AU e o Comando Africano dos EUA (AFRICOM) para militarizar o litoral do continente. Embora alegasse que os objetivos dessa missão incluiriam reagir ao aumento da pirataria marítima e desarticular cartéis do tráfico ilegal de drogas e pessoas, ele deixou claro que o objetivo militar principal é proteger interesses americanos no petróleo do Golfo da Guiné, reprimir movimentos locais de resistência como o MEND na Nigéria, e garantir um clima favorável para o retorno dos investimentos de corporações americanas. Quando pressionado, Battle justificou seu argumento pela militarização invocando o espectro vago e pouco substancial do ‘terrorismo’.
Em termos de comércio, Battle falou animadamente sobre a parceria entre os EUA, a UA e o Conselho Corporativo para a África (CCA) para integrar e ‘liberalizar’ as economias nacionais do continente. A visão explícita de Battle é facilitar os esforços de corporações dos EUA como Chevron, Delta e GE (que ele mencionou explicitamente pelo nome) para expandir investimentos em diversas nações africanas através da ‘harmonização das regras de comércio’ e ‘simplificação de regulamentos’.
Ele elogiou a UA por desenvolver o ‘livre comércio’ no continente em ritmo mais rápido do que a União Européia (UE) foi capaz de conseguir em período de tempo similar, e saudou a visão da USAU para uma África que está cada vez mais aberta para negócios com empresas americanas.
Nada disso é particularmente novo, claro – os EUA há muito tempo usam seus diplomatas para fazer pressão em prol de políticas econômicas neoliberais. O que há de verdadeiramente novo na abordagem de Battle é que ele não acredita mais ser necessário esconder os impacientes interesses econômicos americanos na África. Enquanto diplomatas de eras anteriores invocavam a elevada retórica de desenvolvimento e democracia, Battle não faz esse esforço. Ao invés disso, ele fala abertamente sobre usar a diplomacia para facilitar o capitalismo monopolista, e sobre abrir o caminho para corporações dos EUA – nas palavras dele – ‘tirarem vantagem dos recursos africanos e explorarem suas enormes oportunidades de mercado’. De acordo com Battle, ‘se nós não investirmos no continente africano agora, nós vamos descobrir que a China e a Índia absorveram seus recursos sem nós, e nós vamos acordar e nos perguntar o que aconteceu com nossa oportunidade dourada de investimento’. Battler não poderia ser mais brusco – ou mais ofensivo – se tivesse tentado.
Não há como não considerar a abordagem de Battle chocantemente evocativa da ‘Corrida à África’ do século XIX, quando nações européias conspiraram para dividir o continente entre elas, cada uma reivindicando uma parte de seus recursos abundantes, sua mão-de-obra barata, e seus mercados inexplorados, enquanto garantiam a segurança de suas reivindicações através da presença militar. A única coisa que mudou atualmente é que os atores são diferentes, e a pilhagem está sendo conduzida com o total apoio da elite política africana e da UA, a qual – não surpreendentemente – depende parcialmente de fundos enviados pelos EUA através da USAID.
Antes que deixasse o auditório, Battle concordou em responder a algumas perguntas do público presente. Um estudante perguntou porque ele focava tanto no investimento de capital e liberalização econômica, mas sem discutir nenhuma vez normas de trabalho mais justas ou políticas de proteção do meio-ambiente ou mecanismos regulatórios elaborados para beneficiar os pobres. De fato, qualquer observador astuto de assuntos africanos entende que pobreza e instabilidade surgem não de regulação demais e investimentos estrangeiros diretos de menos, mas sim de regulação de menos e investimentos estrangeiros diretos que pilham e exploram sem beneficiar de forma relevante o público. O que a África precisa não é investimento pelo bem do próprio investimento, mas de investimento dentro de um planejamento que proteja os trabalhadores e o meio ambiente e garanta que a população em geral receba uma parcela justa dos recursos que são seu patrimônio. Mas Battle se recusou a responder a pergunta.
Eu também aproveitei um momento para fazer uma pergunta a Battle. Eu perguntei como que o trabalho dele enquanto funcionário público do governo dos EUA se tornou um trabalho pela proteção de interesses privados de corporações multinacionais. Eu não fiquei surpreso quando ele se recusou a me responder. Mas eu fiquei surpreso por ele não ter feito nenhum esforço para me contradizer. De fato, Battle estava inteiramente preparado para defender seu papel de facilitador da intervenção militar americana a serviço do capital privado americano. E isso sem nem ao menos as costumeiras reivindicações altruístas: ele nem chegou a acenar para os problemas urgentes da pobreza, desigualdade e exploração na África. Dado que a formação de Battle em assuntos africanos antes de seu posto na UA é praticamente inexistente, eu suponho que isso não deveria ser tão chocante. Ainda assim, eu esperava maior compaixão e discernimento crítico de um homem formado em teologia e educado em uma universidade historicamente negra.
Por mais que eu queira criticar Battle por sua falta de decoro diplomático, eu na verdade sou grato por isso – grato que ele tenha falado de forma tão brusca sobre sua diplomacia das canhoneiras, grato que ele tenha exposto os objetivos orientados pelo mercado da USAU, grato que ele tenha retirado as mistificações românticas que em geral encobrem a política externa dos EUA na África. Extinguiu-se assim a folha de figo do humanitarismo; Battle pôs por terra qualquer pretensão de que o governo Obama tem as melhores intenções em mente para o continente sitiado. De fato, a retórica de Battle representa nada menos que a formal inauguração de uma Nova Corrida à África, e de uma UA cúmplice que foi completamente cooptada pelo governo americano e pelo capital multinacional.
* Jason Hickel ministra cursos de estudos africanos na Universidade de Virgínia enquanto trabalha em sua tese de doutoramento em antropologia.
**Texto gentilmente traduzido pelo voluntário André Lobo, do programa das Nações Unidas Online Volunteering do qual a Fahamu e Pambazuka participam.
***Por favor envie comentários para editor-pt@pambazuka.org ou comente on-line em http://www.pambazuka.org
Justiça por Thomas Sankara, justiça pela África
Mariam Sankara
2010-11-01
http://pambazuka.org/pt/category/features/68261
Queridos amigos e companheiros,
Neste aniversário dos 50 anos da independência Africana, vamos dedicar alguns momentos à memória daqueles que lutaram para libertar a África da opressão e dominação imperialista: Kwame Nkrumah, Patrice Emery Lumumba, Ruben Um Nyobe, Amical Cabral, Samora Machel e muitos outros heróis da frente de batalha pela liberdade.
Por seu apaixonado compromisso com a causa Africana e Pan-Africana, a causa da justiça; pelas lutas que eles lideraram – muitas vezes pagando com suas vidas –; não temos o direito de NÃO reforçar nossa determinação em nossas próprias batalhas, apesar de todo e qualquer obstáculo, para acabar com o flagelo provocado por esses obstáculos e impedir o desenvolvimento de tudo o que nosso povo conhece: injustiça social, ditadura, corrupção, pilhagem das riquezas de nosso continente, impunidade...
A lembrança do 23º aniversário do assassinato do Presidente Thomas Sankara e seus companheiros, que sucumbiram com ele em 15 de outubro de 1987, tem um significado especial para nós. Thomas Sankara, cujas ações foram inspiradas por seus antepassados, combateu todas as formas de opressão e injustiça – a luta de sua vida –, ambos na África e mundo afora.
É por isso que peço a todos aqueles que ecoam esses ideais para continuar firmes e vigilantes em seus esforços; para que essa chama continue a brilhar e as batalhas de Thomas Sankara continuem em evidência, em todo o mundo, na tentativa de eliminar a lógica da barbárie denunciada por Bertolt Brecht nesse dia:
‘Alguns estão nas sombras
Outros, na luz
Vemos os que estão iluminados
Enquanto os da sombra são ignorados’
Por isso eu peço a todos os que lutam ao meu lado e da família Sankara, para que continuem suas mobilizações, como nos últimos 23 anos. Assim, a justiça será feita por Thomas Sankara e seus bravos companheiros de batalha, contra a impunidade desfrutada por seus assassinos e demais colaboradores, uma batalha pelo futuro da África – onde ainda se pode matar impunemente.
É por isso, afinal, que convido a todos os meus concidadãos de Burkinabe para se unir ao lado do povo de Burkinabe. Assim, com seus votos nas futuras eleições presidenciais, poderemos ao menos ver uma mudança verdadeira em nossa sociedade e exterminar toda a injustiça, a miséria e a frustração inflingida à maioria nos últimos 23 anos sob o regime de Biase Compaore.
Mesmo que a estrada esteja repleta de emboscadas, estou certa de que, graças à sua determinação, coragem e altruísmo, nós triunfaremos.
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MENSAGEM DA CAMPANHA ‘JUSTIÇA POR SANKARA, JUSTIÇA PELA ÁFRICA’
Há uma série de eventos planejados para os próximos dias em respeito ao assassinato de Thomas Sankara, a serem realizados em Burkina Faso, Costa do Marfim, Togo, Sain, Itália, França, Alemanha e Canadá. A programação está disponível no site Thomas Sankara.
Hoje vamos aprovar a campanha ‘Justiça por Sankara, justiça pela África’ a fim de alcançar um maior número de adeptos.
Lembrando que esta petição já atingiu o número de 4.000 assinaturas apenas via web, além das muitas já recolhidas em papel. O abaixo-assinado tem o apoio de personalidades como José Bové, Tiken Jah Fakoly, Eduardo Galeano (escritor), Didier Awadi, Balufu Bakupa-Kanyinda, Jean Ziegler, Alain Mabanckou (escritor, vencedor do prêmio Renaudot 2006), Didier Daeninckx (escritor), Guy-Patrice Lumumba, Alain Lipietz, Nicole Kiil-Nielsen (MEP), Luigi De Magistris (MEP) e muitos outros que não pudemos mencionar, mas são igualmente considerados e grandes colaboradores da causa.
O documento e a lista de apoiadores está disponível em link http://www.thomassankara.net/spip.php?article866&lang=fr
Requer uma petição internacional, participação ativa de autoridades e abertura de arquivos para expor a responsabilidade pelo assassinato de Thomas Sankara.
*Texto gentilmente traduzido por Cleide Oliveira, voluntária do programa das Nações Unidas Online Volunteering, do qual a Fahamu e Pambazuka News participam.
**Por favor envie comentários para editor-pt@pambazuka.org ou comente on-line em http://www.pambazuka.org
Comentários e análises
BacktoBlack ou BacktoWhite Supremacy?
Márcio André
2010-11-01
http://pambazuka.org/pt/category/comment/68260
Porém, do ponto de visto político, o B2B reproduz pari passu uma lógica ainda comum no Brasil no que se refere às “culturas negras”. Concordo que toda cultura é pública por excelência, ou seja, ninguém pode atribuir-se o direito absoluto de privatizar os usos e sentidos de uma dada matriz cultural. Isso significa dizer que um sujeito pertencente a uma nação indígena brasileira, por exemplo, pode e tem todo direito de tocar Bach, de ouvir Fela Kuti e ler os poetas portugueses sem sofrer qualquer constragimento por isso. No entanto, em determinadas circunstâncias não é tão simples “praticar” a cultura do outro como se isso fosse um produto comprado no supermercado. Em outros termos, tem-se um processo de alienação e subalternização quando a cultura do outro é utilizada a fim de fortalecer, seja politicamente, seja economicamente, a hegemonia de um grupo determinado.
Vamos dar os nomes aos bois. No caso do B2B vejo um total uso do “repertório cultural negro-africano” voltado a fortalecer a hegemonia branca corrente no Brasil. Por “repertório cultural negro-africano” entendo um conjunto de expressões artísticas tais como dança, teatro, culinária, cosmologias, filosofias, corporeidades (como a capoeira e a dança afro), fotografia, cinema, universos simbólicos, etc, gestados a partir de matrizes civilizacionais africanas e afro-brasileiras. Em suma: há todo um agenciamento negro nessa produção e que por sua vez carregam histórias ancestrais de lutas, resistências, perdas, ressignificações, recriações, etc. Tal repertório não tem nada a ver com pureza de qualquer espécie e nem necessariamente exclui outras matrizes civilizacionais, já que toda formação cultural forja-se em um diálogo constante com outras formações culturais.
O grande problema existente ai é a apropriação feita em nome e pela eternização da hegemonia branca. O que isso quer dizer? O racismo no Brasil significou e significa além da exclusão social e política da maioria do povo negro, um extraordinário fortalecimento das elites brancas. Isso se expressa no acesso as melhores escolas, aos cursos de excelência das melhores universidades públicas e privadas, aos melhores serviços sociais, cargos de alto salário e padrões de condição de vida legadas as gerações vindouras. Em suma, brancos e negros vivem, em termos gerais gerais, vidas diametralmente opostas, mantendo assim um complexo “equilíbrio de forças” que tão comumente nos caracteriza. O mito da democracia racial ao longo de todo o século XX traduzia tais privilégios raciais em um problema meramente social. Ou seja, o problema não era a cor da pele e a compleição fisíca do sujeito e sim seu background social, sua “pobreza” de origem. Esse discurso ainda é feito atualmente, inclusive por intelectuais (brancos) que se notabilizaram pesquisando “culturas negras” e relações raciais.
O BacktoWhiteSupremacy (quem preferir sugiro também BacktoWhiteness, algo como retorno a branquitude... retorno?)surge em um contexto em que tais assimetrais e privilégios vem sendo mais sistematicamente discutidos na sociedade brasileira. Além da contradição que todo o evento expressa, instituições ligadas ao governo federal voltadas a promoção e defesa das culturas negras, como a Fundação Palmares, conferiram total aval institucional e político a este tipo de hegemonia. Capatazes pós-modernos!
Branquitude e esquizofrenia
Sou daqueles que pensam que ser crítico a um determinado tipo de evento cultural não é o mesmo que estar ausente. Se fosse assim, teríamos pouquíssimas opções do que fazer, exceto ir a bailes funk e ensaio de escola de samba. Conforme falei acima, além da qualidade técnica do evento todos temos direito de participar. Por esta razão fui no segundo dia para assistir ao show da diva do r&b Erikah Badu. A geografia humana local traduzia perfeitamente minhas suspeitas: cerca de 95% dos presentes eram pessoas brancas de classe média. O mais esquisito para mim não foi ver pessoas brancas ali - todos somos cidadãos com direito e liberdade de acesso as manifestações culturais!! O mais esquisito foi ver que pessoas como eu, negras, eram minoritárias em um evento que, literalmente, vendia a “cultura negra” para um público branco. Negros em maioria somente o pessoal da limpeza e segurança pública...
As imagens de jovens adultos negros em tamanho gigante enfeitando todo o enorme espaço do show constrastava com a parca presença de nossa gente. Faltou somente aos brancos ter posto perucas de nega maluca como fazem no carnaval para disfarçar as contradições presentes... Alias, pra que? Não seria preciso. Nunca foi, definitivamente.
A branquitude, um outro nome para hegemonia branca, diferentemente do que dizem seus teóricos não se escondia e nem precisava fazê-lo ali. Reinava feliz e absoluta na terra do faz-de-conta-que-não-tenho-privilégio-porque-continuarei-fazendo-de-conta-que-não-tenho-cor-para-que-vocês-continuem-perdendo. Uma amiga que foi no último dia me contou que de um lado “todos” os brancos assistiam ao show do Taj Mahal (musico negro que toca blues mas que é consumido aqui pelas classes médias brancas, tal como o reggae jamaicano) e “todos” os negros dançavam ao som do pessoal do viaduto de Madureira, reduto do charme. Quando o show do Taj Mahal terminou, os brancos literalmente “invadiram” o espaço hegemonizado (será que cabe esse termo aqui? pergunto (tenso) a mim mesmo...) pelos negros.
Por fim, creio que é hora de uma reflexão mais séria sobre esse tipo de coisa. Entendo perfeitamente que artistas negros ou brancos façam suas produções para pessoas de qualquer grupo social ou racial. É dali que sai seu ganha pão. O que acho politicamente complicado é que um evento coloque no bolso, capitalize e manipule ao bel prazer todo um repertório cultural negro-africano como se isso viesse de “graça” para nós, negros e negras, e ainda por cima com o apoio de uma instituição do governo federal criada para fortalecer as demandas do povo negro. Qual o papel da Fundação Palmares nisso? Melhor: qual o projeto da FCP? Fortalecer-nos ou enfraquecer-nos? Contribuir para pulverizar o que restou do mito da democracia racial (diga-se de passagem, continua super forte e atuante) ou auxiliar em sua reprodução?
Os produtores do BacktoWhiteSupremacytoWhiteness devem estar felizes com a Fundação Palmares e mais ainda com os recursos captaneados do governo federal.
É hora de termos um Retorno à Negritude comprometido com a negritude combativa legada pelos movimentos negros e pelo suor e sangue de nossos ancentrais.
*Marcio André dos Santos é mestre em ciências sociais e doutorando em ciência política pelo Instituto de Estudos Sociais e Políticos.
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Sumário da Edição Inglês
Pambazuka News 502: Crepúsculo de regimes ou o entardecer de novas eras?
2010-11-01
http://pambazuka.org/en/issue/current/
Senegal: Crepúsculo de um regime ou o entardecer de uma nova era?
Por Sidy Diop
O Senegal é um país acreditado por ser estável em África, mas esta falada estabilidade não pode esconder completamente incertezas políticas que afligem o país. Enquanto as instituições funcionam, o calendário eleitoral é respeitado e a oposição é livre para se expressar, há uma tempestade de nuvens pesadas que se aproximam do futuro do país. O regime atual é confrontado por perigos que ameaçam a sua existência e está procurando estender seu poder, de acordo com Sidy Diop, isso pode trazer consequências muito sérias.
Escritores Africanos
Ó Neto! Diz lá as tuas frases bonitas!
Zetho Gonçalves
2010-11-01
http://pambazuka.org/pt/category/African_Writers/68263
Setembro, em Angola − país e gente, onde, e para quem, o vocabulário da Vida toma caminhos que só a voz na sua prática ancestral sabe como revolver a terra e adubar o chão para a fulguração da Palavra num espanto renovado de encantamento e Poema − em Angola, repito, Setembro quer significar também nascimento e morte; quer (e é) mês de Homenagem. Não por acaso, o dia 17 de Setembro é hoje o Dia do Herói Nacional, em Homenagem por um nome, que a todos aglutina: Dr. António Agostinho Neto (Kaxikane, Icolo e Bengo, 17 de Setembro de 1922 – Moscovo, 10 de Setembro de 1979).
E tanto quanto o poeta, cuja obra alicerçada numa Ternura insubmissa se construiu para uma identidade nacionalista angolana, ou o político que o mundo aprendeu a respeitar, quero aqui sublinhar aquela disponibilidade, atenta de dádiva e lucidez, com que sempre Agostinho Neto se fez acompanhar no seu estímulo à criação literária e artística dos seus pares, numa visão que ia muito para além das fronteiras de Angola.
Em 1948, ainda estudante de medicina em Lisboa, e na sequência da criação do Movimento dos Novos Intelectuais de Angola (cujo lema era «Vamos descobrir Angola!»), Agostinho Neto fez uma intervenção na Casa da África Portuguesa, na qual não só acentuou a importância vital deste movimento para Angola e para o seu futuro como Estado-Nação, como o tomou para exemplo e incentivo a seguir na diáspora dos estudantes africanos de então, o que se viria a concretizar anos mais tarde na Casa dos Estudantes do Império: «Recebi de Luanda uma carta do amigo Viriato da Cruz, talvez vocês tenham ouvido falar nele. É um dos nossos poetas. Pois bem, comunica-me que organizaram lá um centro cultural. (...) Escreve ele que vão procurar fazer um estudo da história africana, da arte popular, vão escrever contos e poemas, imprimi-los e depois vender os livros, e, com o dinheiro que conseguirem, pretendem ajudar os escritores e poetas talentosos necessitados. Parece que poderíamos fazer o mesmo aqui, em Lisboa. Temos, com efeito, muitas pessoas que sabem compor versos e escrever contos não só sobre a vida estudantil, mas também sobre as nossas terras, sobre Angola, Moçambique, as Ilhas de Cabo Verde e São Tomé.»
Essa preocupação atenta e sempre empenhada na criação e sedimentação de uma literatura genuinamente angolana, que jamais o abandonou, levou-o em Agosto de 1959, em uma outra palestra sobre a poesia angolana, proferida na Casa dos Estudantes do Império, em Lisboa, a exortar os poetas angolanos a restaurarem a tradição oral africana, incorporando-a nas suas obras, por forma a se aliarem tradição e modernidade num modo mais perene e exultante da própria criação literária.
Sobre Agostinho Neto e o poder encantatório do seu discurso, respigo (em dupla homenagem), da crónica “Samora e a literatura”, de Luís Carlos Patraquim, estas palavras: «Lembro-me em difusa memória, (…) onde se dispersam agora as imagens inteiras de uma Utopia maior que soube sonhar e dizer, do prazer sincero que [Samora] tão bem soube exprimir ante as palavras de Agostinho Neto aquando da sua visita oficial a Moçambique. Samora aplaudiu em pleno discurso de Estado a “maneira literária” como o poeta-presidente angolano saudava Maputo e o povo moçambicano. E não se conteve em exclamar: “Isto é mesmo teu, ó Neto! Diz lá as tuas frases bonitas!”»
Mês da Poesia Angolana, assim humildemente sugiro que venha um dia a ser decretado oficialmente este mês de Setembro. Porque mês propício entre todos para o acto de reaver a Palavra que nos seja aquele rosto e melodia que nos distingam, angolanamente, perante o destino do mundo, e nos catapultem para o nosso ser mais límpido e verdadeiro.
*Zetho Cunha Gonçalves é escritor angolano.
**Por favor envie comentários para editor-pt@pambazuka.org ou comente on-line em http://www.pambazuka.org
Blog da África
Angola: Desculpe senhora ministra, mas...
2010-11-01
http://koluki.blogspot.com/2010/10/desculpe-senhora-ministra-mas.html
Genoveva Lino, recomendou, ontem, em Luanda, ás famílias angolanas, a frequentarem a Igreja e ouvirem mais a palavra de Deus, como uma forma de alimentarem a sua espiritualidade.
Genoveva Lino falava depois da celebração eucarística, feita pelo Cardeal Franc Rodé, realizada na Paróquia da Nossa Senhora de Fátima, que contou com a presença dos bispos de Angola, membros do Executivo, sociedade civil e fiéis.
Genoveva Lino disse que quando as pessoas se guiam pela palavra de Deus e com muita fé, "ganham mais força para trabalhar no engrandecimento de Angola. Peço às famílias para que tenham fé para que possamos com Deus superar as nossas dores e ter mais força para trabalhar".
Sumário da Edição Francês
Pambazuka News 164: Haiti e as lutas pela libertação do povo negro.
2010-11-01
http://www.pambazuka.org/fr/issue/current/
Aos parentes haitianos, de retorno ao país de seus ancestrais.
Por Iba Der Thiam
Em 13 de outubro passado, o Senegal acolheu 163 estudantes haitianos que vieram fazer seus estudos nas universidades senegalesas. Após o terremoto de janeiro de 2010 que devastou parte do país, arruinando a infra estrutura e o sistema escolar e as universidades em grande parte, esta contribuição do estado senegalês vem auxiliar na reconstruçaõ do Haiti.
Aos olhos do que o povo haitiano representa nas lutas pela libertação do povo negro, Iba Der Thiam salda este retorno dos filhos da Diáspora sobre a terra mãe, tendo como porto o Senegal.
Direitos Humanos
Moçambique: Hábitos culturais contribuem para a violação dos direitos de criança
2010-11-01
http://www.canalmoz.com/default.jsp?file=ver_artigo&nivel=1&id=6&idRec=8999
O investigador do Centro de Formação Jurídica e Judiciária da Matola, Joaquim Fumo, relevou que nas zonas onde a presença das instituições do Estado, tais como a Polícia, os tribunais, o Ministério Público, não se fazem sentir os hábitos culturais das comunidades, violam os direitos da criança, consagrados constitucionalmente.
Refugiados & migração forçada
Líbano: Dando aos refugiados palestinos o direito de trabalhar
2010-11-01
http://tinyurl.com/26w4lw4
O Líbano é o lar de mais de 400.000 refugiados palestinos, alguns dos quais foram expulsos ou fugiram em 1948, no momento da criação do Estado de Israel, e outras pessoas que fugiram durante e após a guerra de 1967. A esses refugiados não são permitidos possuir propriedades, acesso ao sistema de saúde, e eles ainda precisam de uma autorização para deixar os campos de refugiados, restrições que foram criticadas por grupos como a Anistia Internacional.
Quênia: Milhares de somalis continuam a fugir para o Quénia, diz Acnur
2010-11-01
http://www.unmultimedia.org/radio/portuguese/detail/187073.html
Os confrontos pelo controlo de uma cidade a norte da Somália, causaram os êxodos, sendo que o contexto é de risco para muitos; dos que atravessaram a fronteira para o Quénia e aguardam para mudar para um sítio mais pacífico, a saúde começa a dar sinais de fragilidade.
Movimentos Sociais
Angola: MPLA enaltece contribuição de Cabinda na luta de libertação nacional
2010-11-01
http://www.noticiaslusofonas.com/view.php?load=arcview&article=28674&catogory=Angola
O secretário-geral do MPLA, Julião Mateus Paulo "Dino Matrosse", enalteceu no município de Buco-Zau, a contribuição da colónia de Cabinda (então protectorado de Portugal) à luta de libertação nacional contra o jugo colonial português.
Eleições e Governabilidade
Brasil: Dilma Rousseff teve mais de 55 milhões de votos à Presidência
2010-11-01
http://www1.folha.uol.com.br/poder/823622-dilma-rousseff-teve-mais-de-55-milhoes-de-votos-a-presidencia.shtml
Com 99,99% dos votos apurados, Dilma Rousseff (PT) alcançou 56,05% dos votos válidos --55.752.092. O tucano José Serra obteve 43,95%, ou seja, 43.710.422.
Dilma Rousseff (PT) destacou neste domingo o fato de ser a primeira mulher eleita presidente do Brasil em seu pronunciamento após a vitória. Segundo ela, sua eleição é uma demonstração do avanço democrático do país
Costa do Marfim: Laurent Gbagbo favorito à eleição
2010-11-01
http://jornaldeangola.sapo.ao/13/0/laurent_gbagbo_favorito_a_eleicao
Os ivoirienses vão hoje às urnas para escolher o novo Presidente da República para os próximos cinco anos, num universo de 14 candidatos, entre eles o chefe de Estado cessante, Laurent Gbagbo.
Segundo a imprensa local, Henri Konan Bédié, Alassane Dramane Ouattara e Laurent Gbagbo são tidos como os principais candidatos, por pertencerem às formações políticas com mais popularidade no país.
Guiné Bissau: Presidente já saiu do hospital e está instalado em residência oficial do Senegal
2010-11-01
http://www.noticiaslusofonas.com/view.php?load=arcview&article=28677&catogory=Guin%E9%20Bissau
O Presidente da Guiné-Bissau, Malam Bacai Sanhá, deixou o Hospital Principal de Dacar, Senegal, onde esteve a realizar exames médicos e está actualmente hospedado numa residência oficial das autoridades senegalesas, informou hoje em comunicado a Presidência guineense.
Guiné Conacri:Alpha Condé bloqueado por militantes
2010-11-01
http://62.210.150.98/freenewspor.asp?code=por015149&dte=28/10/2010
Centenas de partidários da Coligação do Povo da Guiné (RPG), do professor Alpha Condé, invadiram quinta-feira de manhã o domicílio do seu líder no bairro popular de Mafanco, para o dissuadir de se deslocar ao interior do país com o seu opositor da segunda volta das eleições presidenciais, Cellou Dalein Diallo da União das Forças Democráticas de Guiné (UFDG), para pregar o apaziguamento dos militantes.
Libéria: Primeira presidente da África equilibra papéis de "mãe" do povo e "dama de ferro"
2010-11-01
http://www1.folha.uol.com.br/bbc/823692-primeira-presidente-da-africa-equilibra-papeis-de-mae-do-povo-e-dama-de-ferro.shtml
A liberiana Ellen Johnson Sirleaf, 72, tornou-se em 2006 a primeira mulher a comandar uma nação africana, com o desafio de unir seu país no pós-guerra e de restaurar a confiança em suas instituições.
Ela é uma das 17 mulheres líderes mundiais atualmente, grupo ao qual se somará agora Dilma Rousseff.
Moçambique: Primeira viagem da Presidente eleita é para Moçambique
2010-11-01
http://tinyurl.com/233k8ej
A primeira viagem da Presidente eleita Dilma Rousseff deverá ser a Moçambique, acompanhando o Presidente Lula da Silva, que vai se despedir do continente africano no próximo dia 10, com a inauguração de três marcantes projectos.
A informação foi dada pelo assessor de Assuntos Internacionais da Presidência, Marco Aurélio Garcia, ao sair do Palácio da Alvorada, onde participou no encontro da candidata eleita do Partido dos Trabalhadores (PT) com o Presidente Lula.
Niger: Poucos eleitores na abertura de assembleias de voto no Niger
2010-11-01
http://62.210.150.98/freenewspor.asp?code=por015222&dte=31/10/2010
Os Nigerinos tardavam a deslocar-se às assembleias de voto abertas domingo às oito horas, na comunidade urbana de Niamey, no quadro do referendo constitucional, constatou a PANA no local.
No Colégio de Ensino General (CEG) Yantala 2 que alberga uma das assembleias de voto da capital, as operações iniciaram-se às oito horas, o material estava disponível, o pessoal instalado mobilizava-se para ajudar alguns eleitores a exercerem o seu direito de voto, sob o controlo dos elementos das forças de defesa e segurança desdobrados no local.
Desenvolvimento
Cabo Verde: Instituições africanas contribuem com 20 milhões de euros para o orçamento
2010-11-01
http://www.noticiaslusofonas.com/view.php?load=arcview&article=28655&catogory=Cabo%20Verde
O Governo de Cabo Verde vai receber do Banco Africano de Desenvolvimento (BAD) e do Fundo Africano de Desenvolvimento (FAD) 20 milhões de euros (2,2 milhões de contos) no âmbito da ajuda orçamental.
Global: Seis ex-presidentes africanos designados para Prémio Mahatma Gandhi
2010-11-01
http://www.africa21digital.com/noticia.kmf?cod=10865663&indice=0&canal=404
O antigo chefe de Estado maliano e ex-presidente da Comissão da União Africana, Alpha Oumar Konará, foi designado pelo Comité de Atribuição dos Prémios Mahatma Gandhi de Não-Violência com cinco outros antigos estadistas africanos.
Guiné Bissau: Responsável bissau-guinense considera satisfatório crescimento do país no pós-guerra
2010-11-01
http://tinyurl.com/27hppg9
A República de Angola cresceu de forma satisfatória e invejável em relação aos últimos 10 a 15 anos em que vivia uma guerra civil, considerou, em Luanda, o Secretário de Estado da Juventude e Desportos da Guiné-Bissau, Fernando Saldanha.
Moçambique vai contrair em 2011 dívida externa até 20 mil milhões de meticais
2010-11-01
http://www.imensis.co.mz/news/anmviewer.asp?a=20038&z=15
A proposta de lei, depositada esta semana na Assembleia da República, adianta que o governo vai mobilizar, no mercado interno, cerca de mil milhões de meticais, contra cerca de 950 milhões angariados este ano.
O montante de dívida externa programado para 2011 está incluído nos 41 mil milhões de meticais que o governo de Moçambique vai procurar obter junto da comunidade internacional para financiar o orçamento do próximo ano, estimado em 130 mil milhões de meticais.
Moçambique: Economia "continua forte" e vai crescer mais de 7% este ano - FMI
2010-11-01
http://aeiou.expresso.pt/mocambique-economia-continua-forte-e-vai-crescer-mais-de-7-este-ano-fmi=f612649
O Fundo Monetário Internacional (FMI) considera que "o desempenho económico de Moçambique continua forte, apesar do difícil ambiente internacional" e prevê mesmo um crescimento superior a sete por cento este ano.
Saúde & HIV e AIDS/SIDA
Angola: Estudo traça caminhos para a erradicação da malária
2010-11-01
http://jornaldeangola.sapo.ao/18/0/estudo_traca_caminhos_para_a_erradicacao_da_malaria
A erradicação da malária só pode ser alcançada com grandes investimentos a longo prazo e vai exigir uma mudança profunda nas políticas de saúde, actualmente focadas no controlo da doença, disseram na sexta-feira especialistas.
Numa série de estudos publicados no jornal médico “Lancet” sobre a possibilidade de erradicação das doenças contagiosas mais fatais, cientistas disseram que, para muitos países, eliminar a malária vai ser uma batalha que levará décadas.
Educação
Moçambique: O desenvolvimento da educação só pode ser feito através de suas línguas
2010-11-01
http://tinyurl.com/26h5f6z
Armindo Ngunga, é professor catedrático da Universidade Eduardo Mondlane e director do Centro de Estudos Africanos desta Universidade, o Semanário manteve esta conversa a margem do terceiro Atelier de pesquisa para ciências sociais, realizado em Maputo, numa iniciativa do CORDESRIA e do Centro de Estudos Africanos da Universidade Eduardo Mondlaie, aquele académico abordou a questão do desenvolvimento da investigação cientifica em Moçambique, do facto da UEM, mais uma vez constar no raking das cem melhores Universidades de África, da valorização dos quadros Moçambicanos, e do desenvolvimento da linguística.
Racismo e Xenofobia
Brasil: Negros exigem punição contra tortura de Mãe de Santo
2010-11-01
http://www.afropress.com/noticiasLer.asp?ID=2399
Lideranças negras da Bahia insistem numa audiência com o governador Jacques Wagner, do PT, para pedir o afastamento do comandante geral da PM, Coronel Nilton Régis Mascarenhas (foto), e dos policiais militares Júlio Guedes de Souza, e soldado e aspirante a oficial - identificados, respectivamente, por Jesus e Adjailson -, acusados de tortura e maus tratos contra a Mãe de Santo e líder Sem-Terra, Bernadete Souza.
Meio Ambiente
Cabo Verde: Fortes chuvas provocam danos em Cabo Verde
2010-11-01
http://www.africa21digital.com/noticia.kmf?cod=10867294&indice=0&canal=404
As fortes chuvas que caíram no último fim-de-semana em Cabo Verde provocaram estragos avultados em culturas, estradas e habitações, principalmente nas ilhas de Santo Antão, de São Nicolau e de Santiago, anunciou o primeiro-ministro cabo-verdiano, José Maria Neves.
Tchad: Líder líbio participa no Fórum Mundial sobre Lago Tchad
2010-11-01
http://tinyurl.com/2draedm
O líder líbio, Muammar Kadhafi, encontra-se desde sábado à tarde em N'Djamena, para participar no Fórum Mundial do Desenvolvimento Sustentável sob o lema "A Salvaguarda do Lago Tchad", em resposta ao convite do Presidente tchadiano, Idriss Deby Itno.
Justiça Alimentar
Moçambique: Novas parcerias luso-moçambicanas na indústria alimentar, construção e media
2010-11-01
http://www.noticiaslusofonas.com/view.php?load=arcview&article=28647&catogory=Mo%E7ambique
Moçambique poderá contar em breve com novos projectos, envolvendo investidores privados portugueses, nos sectores da indústria alimentar, financeiro, da construção e obras públicas e media, admitiu hoje o presidente da Confederação das Associações Económicas de Moçambique
Mídia e liberdade de expressão
Angola: É o pior país lusófono para o exercício do jornalismo
2010-11-01
http://tinyurl.com/284p74j
Angola ocupa o centésimo quarto lugar na nona edição do ranking anual de liberdade de imprensa. A última posição entre os países que falam português mas, considerada aceitável pela Organização Não Governamental, Repórteres Sem Fronteiras.
Angola: Jornalista assassinado. Repressão ou violência urbana?
2010-11-01
http://tinyurl.com/28gguxt
No passado dia 5 de Setembro, o jornalista Alberto Graves Chakussanga perdeu a vida às mãos de desconhecidos que sem dó nem piedade o abateram a tiro dentro de casa, localizada no bairro de Viana em Luanda. De acordo com o site dos Repórteres sem Fronteiras [en], Chakussanga foi morto pelas costas com uma arma equipada com silenciador. A cunhada do jornalista que se encontrava dentro da habitação, não deu por nada. Os motivos para o assassinato do jornalista radialista estão por esclarecer. O assunto não passou em brancas nuvens pela blogosfera angolana.
Angola: Polícia Angolana reteve jornalista Investigativo Rafael Marques
2010-11-01
http://www.canalmoz.com/default.jsp?file=ver_artigo&nivel=1&id=8&idRec=8963
A Policia angolana reteve na noite do último sábado (23) o jornalista investigativo e activista Rafael Marques na área de Chamuteba em Malanje quando o mesmo viajava para a zona do Kwango, na província da Lunda-norte. De acordo com informações veiculadas em Luanda no domingo, o activista cívico foi interditado por dois policias armados que mandaram parar a sua viatura alegando que “conheciam o seu historial” e que estavam seguir orientações de Luanda. Os agentes pediram a Rafael Marques que explicasse para onde se deslocava e o que ia fazer tendo o profissional respondido que a sua viajem se circunscrevia nos trabalhos dos direitos humanos que tem vindo a efectuar no município do Kuando. O mesmo foi solto 20 minutos depois quando já eram 18h
São Tomé: Tribunal absolve o diredtor do Jornal «O Parvo» do crime de difamação
2010-11-01
http://www.noticiaslusofonas.com/view.php?load=arcview&article=28660&catogory=S%20Tom%E9%20e%20Pr%EDncipe
O director do jornal “O Parvo”, foi absolvido hoje, pelo tribunal, do crime de difamação à instituição pública de que foi acusado pelo governador do Banco Central de São Tomé e Príncipe, soube-se de fonte judicial.
Bem-estar social
Afinal, quem tem que pagar por tudo isto? Nós cidadãos?
2010-11-01
http://pambazuka.org/pt/category/welfare/68264
Normalmente as demolições massivas, em grande escala, têm vindo a ser o que nos tem preocupado e visivelmente nos dá a percepção maior do que se pretende com este crescimento económico. Se calhar, os desalojamentos e despejos de espaços, edifícios e imóveis, não nos é tão perceptível. TÃO TRÁGICA A NOSSA SITUAÇÃO!!!!!!!!!!!!
O sistema de justiça não se apercebe das justiças que o próprio Executivo dá conta, mas que afinal se calhar, não é a justiça que os moradores ameaçados de despejo esperam! Minimizar os erros e fraudes do sistema? mascarar interesses e criminalizar direitos? direitos daqueles que nascendo naquelas casas há mais de 20 anos têm que abandonar porque o tribunal (ou juíz? que diferença faz?) assim decide? Que valeu todo este processo de independêcnia, de Paz e de democratização? Que estamos a construir? Que querem que todos nós façamos? Ovelhas do rebanho? Quem afinal se quer assumir como o PASTOR!!! Por favor, vamos com calma! Por José do Patrocínio.
http://quintasdedebate.blogspot.com/2010/10/tribunal-provincial-do-lobito-coloca-11.html
Guiné Bissau: Guiné-Bissau pronta para comissão da verdade e reconciliação
2010-11-01
http://62.210.150.98/freenewspor.asp?code=por015196&dte=29/10/2010
As autoridades bissau-guineenses e os demais atores da sociedade aceitaram unanimemente o princípio da criação de uma comissão da verdade e reconciliação nacional, anunciou sexta-feira, em Dakar, o representante especial da União Africana (UA) no país, Sebastião Isata.
De acordo com Sebastião Isata, diplomata angolano ao serviço da organização continental, todas as forças vivas do país consideram uma tal iniciativa como uma "necessidade imperiosa e um passo em frente na via da normalização política do país".
Notícias da diáspora
Brasil: Brasileiros no mundo
2010-11-01
http://www.afropress.com/diversidadesLer.asp?id=232
O sociólogo e jornalista Marcos Romão, 57 anos, é candidato ao Conselho Mundial de Brasileiros no Exterior, criado pelo Ministério das Relações Exteriores. O jornalista disputa uma das quatro vagas reservadas aos brasileiros residentes na Europa. Leia mais
Brasil: O ensino das Literaturas Africanas e Afro-Brasileira e os desafios à práxis educacional
2010-11-01
http://tinyurl.com/23q7z58
Desse modo, discorreremos neste texto, ainda que brevemente, sobre implicações diversas que a colonização portuguesa legou, sobretudo ao Brasil, e algumas de suas injunções à África em termos literários, bem como o surgimento de uma literatura híbrida e centrada, através de forte viés histórico, em fatos oriundos da colonização de negros africanos. Por isso, se associarmos a perspectiva de entrecruzamento proposta por Saramago a uma visão sobre a realidade cultural brasileira, baseada também num tripé constituído por brancos, negros e índios, perceberemos um descompasso que tem feito com que os últimos ocupem uma posição notadamente desprestigiada em relação à hegemonia branca.
Brasil: OIT e Brasil firmam parceria para responder a desastres naturais
2010-11-01
http://www.unmultimedia.org/radio/portuguese/detail/186961.html
A Organização Internacional do Trabalho, OIT e o governo do Brasil lançaram nessa quarta-feira um programa para aumentar a resposta a desastres sociais e naturais.
O projeto terá a duração de três anos, com o objetivo de melhorar a capacidade dos países em assistência humanitária, dar formação sobre a prevenção de desastres naturais e ajudar regiões afetadas a lidar com a recuperação pós-conflito.
Brasil: Troféu Raça Negra 2010 já começou.
2010-11-01
http://bailedocarmo.com.br/site/index.php/archives/3928
O Troféu Raça Negra 2010 chega a sua oitava edição e tem como tema este ano a música “Coração de Estudante” composta e interpretada por Milton Nascimento, que será o grande homenageado da noite. No dia15 de novembro, o evento na sala São Paulo, uma das mais modernas da América Latina, ficará marcado na história como a noite da grande celebração a um ícone da Música Popular Brasileira, Milton Nascimento, conhecido carinhosamente como “Bituca”.
Brasil: “Qual é a face negra da mídia?”
2010-11-01
http://bailedocarmo.com.br/site/index.php/archives/4069
Para celebrar o Dia Nacional da Cultura, no próximo dia 5 de novembro, a Fundação Cultural Palmares (FCP) promoverá, em Brasília, o seminário Qual é a face negra da mídia?. Na ocasião, serão exibidos três longa-metragens inéditos no circuito nacional que, em comum, abordam aspectos da cultura afro-brasileira: Trampolim do Forte, Jardim das Folhas Sagradas e Bróder
Haiti: Haiti aguarda resultado de novos testes sobre causa do cólera
2010-11-01
http://www.unmultimedia.org/radio/portuguese/detail/187039.html
As Nações Unidas informaram que estão esperando para este sábado o resultado de novos testes de laboratório sobre a origem do surto de cólera no Haiti. Segundo a mídia local, há suspeitas de que o surto teria sido provocado por militares das forças de paz que estariam contaminados com a doença. Mas testes preliminares tiveram resultado negativo.
Conflitos e emergências
Global: ONU pede a Angola e RD Congo que investiguem violações
2010-11-01
http://www.unmultimedia.org/radio/portuguese/detail/187030.html
A representante especial do Secretário-Geral das Nações Unidas sobre Violência Sexual em Conflitos, Margot Wallström, pediu esta terça-feira aos Governos de Angola e da República Democrática do Congo, que investiguem as condições sobre relatos de violação.
As vítimas seriam 30 mulheres congolesas que foram deportadas desde território angolano. Wallstroem apelou a que "ambos os governos façam o máximo possível para proteger o seu povo, em particular as mulheres e as crianças".
Somália: Piratas somalís sequestram embarcação com 24 tripulantes
2010-11-01
http://www.africa21digital.com/noticia.kmf?cod=10883366&indice=0&canal=404
Uma embarcação de bandeira panamenha com 24 tripulantes a bordo foi sequestrada sábado (30) na costa da Somália, informou em comunicado a força naval da União Europeia (NAVFOR)
Fahamu – Redes para Justiça Social
www.fahamu.org
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