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China’s New Role in Africa and the SouthDorothy-Grace Guerrero and Firoze Manji (ed) (2008) China’s New Role in Africa and the South: A search for a new perspective.

Hakima Abbas (ed) (2007) Africa’s Long Road to Rights: Reflections on the 20th Anniversary of the African Commission on Human and Peoples’ Rights / Long Trajet de l’Afrique vers les Droits: Réflexions lors du 20ème Anniversaire de la Commission Africaine des Droits de l’Homme et des Peuples.

Patrick Burnett & Firoze Manji (eds) (2007) From the Slave Trade to ‘Free’ Trade: How Trade Undermines Democracy and Justice in Africa.

Issa Shivji (2007) Silences in NGO Discourse: The Role and Future of NGOs in Africa.

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Edições anteriores

Pambazuka News 9: Moçambique e a Conferência sobre terra

O reconhecido semanário eletrônico e plataforma para justiça social em África

Pambazuka News (Edição Português): ISSN 1757-6504

Pambazuka News é o reconhecido semanário eletrônico e plataforma para justiça social em África com comentários afiados e profundas análises sobre política e assuntos contemporâneos, desenvolvimento, direitos humanos, refugiados, questões de gênero e cultura em África.

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CONTEÚDO: 1. Artigos Principais, 2. Comentários e análises, 3. Sumário da Edição Inglês, 4. Sumário da Edição Francês, 5. Escritores Africanos, 6. Blog da África, 7. Zimbábue - Atualidades, 8. Mulheres & Gênero, 9. Direitos Humanos, 10. Refugiados & migração forçada, 11. Eleições e Governabilidade, 12. Corrupção, 13. Desenvolvimento, 14. Saúde & HIV e AIDS/SIDA, 15. Educação, 16. Terra e direito à terra, 17. Bem-estar social, 18. Direito & Campanhas, 19. Notícias da diáspora, 20. Conflitos e emergências, 21. Cursos, seminários & workshop, 22. Fórum Social Mundial 2007

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Destaques desta edição

ARTIGOS PRINCIPAIS:
- A inteligibilidade do político em Moçambique – Espaços
- Moçambique: Declaração de Maputo
COMENTÁRIOS E ANÁLISES:
- Declaração de Jovens da Via Campesina;
- Declaração da III reunião de mulheres da Via Campesina
HIGHTLIGHTS DA EDIÇÃO INGLÊS: Resistência africana à crise global e análise dos movimentos afro-latinos
HIGHTLIGHTS DA EDIÇÃO FRANCÊS: Economia informal e a outra face do sub-desenvolvimento
ESCRITORES AFRICANOS: É difícil aconselhar um líder que está sempre certo
BLOG DA ÁFRICA:
- Reações africanas à criação do Africom;
- Cabo Verde: Crise? que crise?
ZIMBÁBUE – ATUALIDADES: Líder da oposição diz que acordo ainda é possível no Zimbábue
MULHERES & GÊNERO: Angola: Realizada a marcha rosa em Luanda
DIREITOS HUMANOS: Angola: Crianças feiticeiras curadas com jindungo a arder num quarto fechado
REFUGIADOS E IMIGRAÇÃO FORÇADA: Cabo Verde: Clandestinos transportados para Santiago e depois repatriados
ELEIÇÕES E GOVERNABILIDADE: Quênia: 'Verdade e Reconciliação' para o Quênia
CORRUPÇÃO: Guiné Bissau: Há dinheiro do narcotráfico na campanha eleitoral», diz líder do PAIGC
DESENVOLVIMENTO: Moçambique: Cimeira do MARP realiza-se em Cotounu
SAÚDE & HIV e AIDS/SIDA: CPLP: São Tomé e Príncipe: Campanha com jeito de espetáculo
EDUCAÇÃO: Países de língua portuguesa avaliam ensino à distância
TERRA E DIREITO À TERRA: Moçambique: Via Campesina, discurso de Itelvina Masioli
BEM-ESTAR SOCIAL: Global: Via Campesina discute crise alimentar
DIREITO & CAMPANHAS: Brasil: Aprender sem medo
NOTÍCIAS DA DIÁSPORA: Moçambique: Brasil tem compromisso moral com África; Brasil
CONFLITOS & EMERGÊNCIAS: Cabinda continua a ser um tabu para Portugal
FÓRUM SOCIAL MUNDIAL: Inscrições abertas para o FSM 2009
CURSOS, SEMINÁRIOS & WORKSHOPS: Burkina Faso: Fórum Panafricano quando do cinqüentenário da Conferência dos Povos Africanos




Artigos Principais

A inteligibilidade do político em Moçambique - Espaços

2008-10-26

Elisio Macamo

http://www.pambazuka.org/pt/category/features/51564

"Normalmente, a saída encontra-se onde estava a entrada”, diz Stanislav Jerzy Lec, meu companheiro na tentativa de tornar intelegível o político em Moçambique. Alguns destes aforismos não encaixam lá muito bem, mas já é tarde para mudar da forma de bater, como se diz em xangan. Comecei assim, vou terminar assim mesmo. Xangan conservador, mas moçambicano moderno. Também não encaixa, mas pouco importa. Vamos, então, ao que interessa. Neste semestre vou dar a cadeira de sociologia urbana com enfoque especial para os processos de urbanização em África. Uma coisa interessante que constato nas leituras que faço é o papel da cidade na estruturação do político na Europa. Existe, a este propósito, uma reflexão muito interessante feita por Max Weber sobre o papel da cidade no desenvolvimento do capitalismo e que, mais tarde, ainda que de forma indirecta, foi recuperada por Jürgen Habermas para discer sobre a transformação estrutural do espaço público. Outro grande percursor da sociologia urbana foi Georg Simmel – um abraço aqui aos estudantes do primeiro ano de sociologia do ISCTEM – que se debruçou especificamente sobre as formas de sociação em meio urbano.

Faço referência a estas coisas para chamar a vossa atenção para o interesse que teria uma análise da constituição dos nossos espaços sociais na reflexão sobre o político. É que acho que a história das nossas cidadades – a cidade de Xai-Xai acaba de celebrar mais um aniversário (e pergunto-me se as autoridades lá percebem o alcance disso; digo isto porque neste momento a cidade está a braços com um problema sério de remoção de resíduos sólidos, vulgo lixo, que ao estilo moçambicano, incentiva o espírito empreendedor de algumas pessoas. É assim: o lixo é recolhido só na parte de cimento até um certo ponto que, no bairro 11 da cidade, termina na casa de um dos vereadores; depois disso é a selva; as pessoas juntam o lixo e procuram por uma vala onde há pessoas que ao preço de 10 meticais esvaziam os sacos...) – seria interessante, voltei ao assunto da história das nossas cidades, do ponto de vista de saber que papel desempenharam na constituição da nossa cultura política.

E aqui manifesta-se um dos mais pesados fardos do legado colonial. Penso ser importante evitar aquilo que Mahmood Mamdani, um intelectual ugandês, chama de “história por analogia” na análise das coisas africanas. Neste caso, a referência seria à tendência que alguns de nós teríamos de tentar explicar os problemas da nossa esfera política com base no facto de o desenvolvimento da urbanização não ter sido idêntico ao europeu. Este reparo não nos impede, obviamente, de procurarmos nesse desenvolvimento subsídios que nos ajudem a dar sentido à nossa esfera política. Acho, por exemplo, que a forma como os africanos foram integrados na vida urbana influenciou bastante a cultura política que se desenvolveu a partir de então. Na verdade, nessas urbes – e por força do poder fascista instaurado – nunca fomos integrados como verdadeiros cidadãos, isto é como membros de uma comunidade política com direitos e obrigações que nos definiam como tal e tornavam esses espaços parte da nossa condição. A nossa relação com estas aglomerações foi sempre uma relação distante e de difícil tradução ao nível de responsabilidade política. Não me admira muito que se sintam mais à vontade com a municipalização minorias que já no tempo colonial tinham uma certa participação na gestão da coisa pública. Este tipo de coisas precisa de tradição e aprendizagem.

Portanto, o período colonial produziu citadinos, mas nunca cidadãos. É verdade que a condição de citadino levou muitos a procurarem ser cidadãos – luta pela auto-determinação – mas para azar nosso os compatriotas que se meteram nessa aventura travaram também conhecimento com correntes políticas que lhes ensinaram a ter desprezo pela cidadania. Voltaram do mato com a ideia de que só eles é que podiam definir os termos da nossa cidadania. E nessa ideia de cidadania nunca houve espaço para a responsabilidade individual e para a prerrogativa de sermos nós a dizer a quem nos dá as ordens em que condições nos deve dar ordens. A guerra dos 16 anos veio piorar esse quadro ainda mais com a convicção de que a violência gratuita compensa aliada à credulidade com que muitos dos nossos observadores políticos aceitaram as credenciais democráticas de quem simplesmente as proclamou e a competência militar de quem não foi vencido por um dos piores exércitos do mundo.

Entretanto, no meio rural assistiu-se durante o período colonial a uma errosão gradual da autoridade, esvaziando as formas de exercício de poder de todo o controlo interno e colocando a fonte da sua legitimidade num poder externo, distante e rapinoso. A má educação que caracteriza o comportamento de muita gente em meio urbano em Moçambique – comportamento no trâfego, em repartições públicas, etc. – pode estar ligada a esta errosão de autoridade que privou o moçambicano de estruturas fortes e sólidas de socialização para a vida em sociedade. Mais uma vez, a violência militar fez também das suas para aprofundar esta crise. Não nos esqueçamos, como aliás bem observou Christian Géffray, o malogrado antropólogo francês que estudou a guerra em Nampula, que o entusiasmo revelado pelos guerrilheiros da Renamo nas suas acções de violência não estava desligado do facto de se tratar de jovens de origem rural que queriam dar uma licção aos mais velhos e aos urbanos.

Os espaços que se foram constituíndo no nosso país merecem estudos mais aprofundados para começarmos a perceber o político. Nem tudo precisa, naturalmente, de ser caracterizado de forma negativa. As igrejas protestantes do estilo da presbiteriana, metodista, baptista, anglicana, wesleyana, por exemplo, foram sempre espaços importantes de constituição de espaços de responsabilidade individual com valor interessante para a promoção da cidadania. Severino Ngoenha já observou, e com muita razão, que a existência destes espaços foi prepodenrante para a transição democrática no país, muito mais do que as aulas de educação cívica que foram sendo promovidas por fundações políticas estrangeiras. A Missão Suíça, por exemplo, nunca aceitava instalar pastor onde não houvesse capacidade local de o sustentar. Esta postura contrasta vivamente com a cultura de dependência que o nosso sistema político centralizado continua a promover com o apoio da indústria do desenvolvimento.

*Elísio Macamo é moçambicano, sociólogo e professor da Universidade de Bayreuth, Alemanha.

*Por favor envie comentários para editor-pt@pambazuka.org ou comente on-line em http://www.pambazuka.org


Moçambique: Declaração de Maputo

Soberania alimentar, já! Com a luta e a unidade dos povos!

2008-10-26

Via Campesina

http://www.pambazuka.org/pt/category/features/51558

Declaração de Maputo

Soberania alimentar, já! Com a luta e a unidade dos povos!


Somos gentes da terra, homens e mulheres que produzem os alimentos para o mundo. Temos o direito de continuarmos sendo camponeses e camponesas, e a responsabilidade de continuar alimentando a nossos povos. Cuidamos das sementes que são a vida, e para nós, o ato de produzir alimento é um ato de amor. A humanidade precisa de nós e nos negamos a desaparecer.

Nós, a Via Campesina, um movimento mundial de organizações de mulheres rurais, camponeses, camponesas, pequenos agricultores e agricultoras, trabalhadores e trabalhadoras do campo, povos indígenas, afrodescendentes, e juventude rural da Ásia, Europa, América e África, nos reunimos em Maputo, Moçambique, e 19 a 22 de Outubro de 2008, em nossa V Conferência Internacional. Fomos recebidos de maneira calorosa, fraternal e combativa por nossos anfitriões, a União Nacional de Camponeses (UNAC) de Moçambique.Nos reunimos para reafirmar nossa determinação de defender a agricultura camponesa, nossas culturas e nosso direito de continuar existindo como povos com identidade própria. Somos mais de 550 pessoas, incluindo mais de 325 delegados e delegadas de 57 países, representando centenas de milhões de famílias camponesas. Nós mulheres representamos mais da metade das pessoas que produzem alimentos no mundo,e aqui realizamos, com energia e determinação, nossa Terceira Assembléia Mundial das Mulheres. Nós jovens, também realizamos nossa nossa Segunda Assembléia de Jovens da Via Campesina, já que a participação decisiva da Juventude garante tanto o presente como o futuro do campo. Nesta V Conferência Internacional também ratificamos a 41 organizações como novos membros da Via Campesina, e contamos com participação de muitas organizações e movimentos aliados de to o mundo, em nossa Primeira Assembléia com os Aliados da Via Campesina.
Quatro anos de lutas e vitórias

Na V Conferência Internacional revisamos nossas principais lutas, ações e atividades desde a IV Conferência Internacional, que se realizou em Itaici, Brasil, em junho de 2005. Entre elas se destacaram as mobilizações massivas contra a OMC, contra os Tratados de Livre Comércio (TLCs) em diversas partes do mundo, e contra o G8 em Rsotock e Hokkaido. Em 2005 La Via Campesina esteve muito presente na jornada de luta frente a Conferência da OMC em Hong Kong, participando assim na mais recente das ações contínuas, com a qual os movimentos sociais temos mantido paradas as negociações nas conferências da OMC desde Seattle em 1999. Também tivemos papéis centrais em outras mobilizações contra a OMC, desde Genebra até a India.

Em 2007 organizamos, com nossos principais aliados, o Fórum Internacional Sobre a Soberania Alimentar, em Nyéleni, Mali. Este foi um momento crucial na construção de um grande movimento global pela Soberania Alimentar. Participaram em torno de 500 delegados e delegadas dos mais importantes movimentos sociais de todo o mundo, e se definiu uma agenda estratégica e de ação para os próximos anos. Tanto antes como depois de Nyéléni, organizamos muitas reuniões nacionais e regionais sobre a Soberania Alimentar. Nos últimos anos conseguimos que vários países, entre eles Equador, Bolívia, Nepal, Mali, Nicarágua e Venezuela, se incorporasse ao conceito de Soberania Alimentar em suas constituições e/ou leis nacionais.

Através de nossa Campanha Global pela Reforma Agrária, expressão de nossas lutas pela terra e em defesa do território, co-organizamos o Fórum Social Mundial da Reforma Agrária em Valência, Espanha em 2004, y em 2006 organizamos a Reunião Internacional dos Sem Terra em Porto Alegre, Brasil, antes da Conferência Internacional sobre Reforma Agrária e Desenvolvimento Rural (CIRADR) da FAO. Então, participamos das mobilizações do 8 de Março das mulheres do Brasil contra o deserto verde de Eucalipto da transnacional Aracruz em 8 de março, e no Foro Paralelo, conquistando importantes avanços na posição dos governos. Em 2007, organizamos, em Nepal, a Conferência Internacional sobre Soberania Alimentar, Reforma Agrária e Direitos Camponeses.

Em 2004 organizamos uma festa global de intercâmbio de sementes, dentro do contexto de nossa IV Conferência. Em 2005 organizamos o Seminário Internacional sobre Sementes “Liberar a Diversidade”, como parte e nossa luta global a favor das sementes camponesas e contra os transgênicos e a tecnologia terminator. A Via Campesina do Brasil organizou contundentes mobilizações durante a Conferência da Convenção da Diversidade Biológica (COP-8) em março de 2006 em Curitiba, Brasil. Sobre os mesmos temas tivemos importantes atividades em Mysore, Índia nesse mesmo ano, e em 2008 em Bonn, Alemanha e na França, onde com uma greve de fome ajudou fortemente a conseguir a proibição do milho transgênico da Monsanto. No Brasil em 2007, Keno, um grande lutador, foi assassinado por um pistoleiro contratado pela Syngenta, mas um ano depois conseguimos que Syngenta tivesse que entregar ao governo sua área ilegal de experimentação dos transgênicos.

A Via Campesina junto com outros movimentos sociais organizou “a aldeia da solidariedade” de forma paralela à Conferência Sobre o Cambio Climático que a ONU organizou em Bali, Indonésia (2007),onde avançamos com o argumento de que a agricultura camponesa esfria o planeta.

Em 2008 organizamos em Jacarta, Indonésia, uma conferência internacional centrada em nossa proposta para uma Declaração Internacional dos Direitos dos Camponeses e Camponesas. Anterior à conferência internacional se organizou a Assembléia das Mulheres sobre os Direitos dos Camponeses e Camponesas.

O compromisso solidário da Via campesina foi evidenciado em 2004 com nosso esforço global para canalizar ajuda alternativa às vítimas do Tsunami, em 2007 com três delegações presentes em reuniões com Zapatistas no México, e todos os anos com ações importantes de solidariedade com lutadores e lutadoras vítimas da criminalização dos protestos sociais em todos os continente.

O deslocamento de povos rurais como conseqüência do modelos neoliberal, está provocando o movimento massivo de pessoas, convertendo-se em um tema crítico para a Via Campesina. Desde 2004 elaboramos nossas estratégias e ações sobre estes temas em nossa nova Comissão de Trabalho sobre Migração e Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais. Realizamos diversas ações contra o muro da vergonha que constroem os Estados Unidos.

De povo a povo, de país a país, realizamos lutas da Via Campesina. Nosso movimento está em quase todas as partes do mundo, onde o neoliberalismo está sendo imposto aos camponeses e às camponesas e povos rurais.

A luta da Via campesina inspira, estimula e gera a resistência de movimentos sociais contra as políticas neoliberais. Aumenta os países nos quais os governos progressistas assumem o poder como resultados de anos de mobilização. E, inclusive, um bom número de governos locais e nacionais acentuaram sua resistência e seu interesse na pauta da Soberania Alimentar, como resultado da mobilização popular y como resposta à crise global do preços dos alimentos.

A ofensiva do capital sobre o campo, as crises múltiplas, e a expulsão dos povos camponeses e indígenas

No contexto global atual estamos enfrentando a convergência entre uma crise dos alimentos, uma crise climática, uma crise energética e uma crise financeira. Estas crises têm origens comuns no sistema capitalista, e mais recentemente na des-regularização desenfreada de seus respectivos âmbitos da atividade econômica, como parte do modelo neoliberal, que prioriza o comércio e a ganância. Nas zonas rurais do mundo, vemos uma ofensiva feroz do capital e das empresas transnacionais sobre a a agricultura e os bens naturais (água, florestas, minérios, biodiversidade,terra, etc.), que se traduz em uma guerra de expulsão contra os povos camponeses e indígenas, usando falsos pretextos como os argumentos errôneos que defendem os agrocombustíveis como uma solução para as crises climáticas e energéticas, quando na verdade é exatamente o contrário. Quando os povos exercem seus direitos e resistem às expulsões generalizadas, ou quando são obrigados a ingressar nos fluxos migratórios, a resposta tem sido mais criminalização, mais repressão, mais presos políticos, mais assassinatos, mais muros da vergonha e mais bases militares.

Declaração dos Direitos dos Camponeses e Camponesas

Vemos a futura Declaração dos Direitos dos Camponeses e Camponesas da ONU como uma ferramenta estratégica no sistema legal internacional para fortalecer nossa posição e nossos direitos como camponeses e camponesas, por isto estamos lançando também a Campanha Mundial por uma Declaração dos Direitos dos Camponeses e Camponesas.

Soberania Alimentar: a solução das crises, e a vida de los povos

Entretanto, a situação atual da crise também é uma oportunidade, porque a Soberania Alimentar oferece a única alternativa real tanto para a vida dos povos, como para reverter as crises. A Soberania Alimentar responde à crise dos alimentos, com produção camponesa local; às crises climáticas e energéticas, atacando duas das principais fontes de emissão de gases de efeito estufa, o transporte de alimentos em larga distância e a agricultura industrializada,e para amenizar uma vertente da crise financeira, proíbe-se a especulação dos alimentos. O modelo dominante significa crise e morte, e a Soberania Alimentar é a vida e a esperança para os povos rurais e também para a população consumidora. A Soberania Alimentar requer a proteção e a re-nacionalização dos mercados nacionais de alimentos, promoção dos ciclos locais de produção e consumo, a luta pela terra, a defesa dos territórios dos povos indígenas , e a Reforma Agrária integral. Baseia-se também na mudança do modelo produtivo para uma produção agroecológica e sustentável, sem pesticidas e sem transgênicos; e no conhecimento camponês e indígena. Com princípio geral, a Soberania Alimentar se constrói com base em nossas experiências concretas em nível local, ou seja, do local ao nacional.

A crise causa sofrimento incalculável entre nossos povos, e corrói a legitimidade do modelo neoliberal do “livre comércio”. E alguns governos locais, estatais e nacionais mais progressistas começaram a buscar soluções alternativas. Na Via Campesina devemos ser capazes de aproveitar estas oportunidades.

Temos que desenvolver uma metodologia de trabalho que inclui o diálogo crítico e construtivo, para obter êxitos na implementação da Soberania Alimentar com estes governos. Também devemos aproveitar espaços internacionais de “outra integração”, como ALBA e Petrocaribe, para avançar neste terreno. Mas não podemos somente aposta nos governos. Mas devemos construir a Soberania Alimentar de baixo para cima nos territórios e outros espaços controlados por movimentos populares, povos indígenas, etc. Já está na hora da Soberania Alimentar. Temos que tomar a iniciativa para avançar sobre este terreno em todos os países. Nós os camponeses e camponesas do mundo podemos e queremos alimentar o mundo, a nossas famílias, nossos povos, com alimentos saudáveis e acessíveis.

As empresas multinacionais e o livre comercio

Nossa reflexão nos deixou a clareza de que as empresas multinacionais e financeiras são um de nossos inimigos comuns mais importantes, e que temos quefazer lutas cada vez mais diretamente sobre elas. Inclusive são elas que estão detrás dos outros inimigos dos camponeses e camponesas, como o Banco Mundial, o MFI, a OMC, os TLCs e a EPAs, os governos neoliberais, e o expressionismo econômico agressivo, o imperialismo e o militarismo. Agora é também o momento para redobrar nossa luta contra os TLCs e EPAs, e contra a OMC, mas agora com uma sinalização mais clara do papel central das multinacionais.O avanço das mulheres é o avanço da Via Campesina.

Um tema ficou muito claro em nossa V Conferência: que todas as formas de violência que enfrentam as mulheres em nossas sociedades – entre elas a violência física, a econômica, a social, a machista, a de diferenças de poder,e cultural – estão também presentes nas comunidades rurais e por fim em nossas organizações. E isto, além de ser uma imensa fonte de injustiça, também limita a capacidade de nossas lutas. Reconhecemos a relação íntima entre o capitalismo, o patriarcado, o machismo, e o neoliberalismo com seus preconceitos contra a camponesas do mundo. Nós, todos e todas, mulheres e homens, da Via Campesina, nos comprometemos de forma responsável por construir novas e melhores relações humanas entre nós como parte necessária da construção das novas sociedades que aspiramos. Por isso, na V Conferência tomamos a decisão de romper o silêncio e lançamos a Campanha da Via Campesina “Pelo Fim da Violência Contra As Mulheres”. Nos comprometemos, outra vez e com mais força a meta de alcançar a complexa, mas necessária, paridade de gênero real em todos os espaços e instâncias de participação, análises, debates e decisões na Via Campesina, e fortalecermos o intercâmbio, coordenação e solidariedade entre as mulheres de nossas regiões.

Reconhecemos o papel central da mulher na agricultura de auto-suficiência alimentar, e a relação especial das mulheres com a terra, com a vida e com as sementes. Além disso, as mulheres são e sempre foram parte determinante na construção da Via Campesina desde o seu início. Se não vencermos a violência contra as mulheres dentro de nossos movimentos, não avançaremos em nossas lutas, e se não constituirmos novas relações de gênero, não poderemos construir uma nova sociedade.

Não estamos sós: a construção das alianças

Nós, os camponeses e camponesas, não podemos vencer sozinhos nossas lutas pela dignidade, por um sistema alimentar e agrário mais justo, e dessa forma o outro mundo melhor que é possível. Temos que construir e reforçar alianças orgânicas e estratégicas com os movimentos sociais e organizações que compartem nossa visão e isto é um compromisso especial da V Conferência.

A juventude nos dá a esperança para um mundo melhor

O modelo dominante no campo não oferece nenhuma opção para a juventude, e isso é uma razão muito importante para mudá-lo. Os jovens e as jovens são nossa base tanto para o presente como para o futuro, assim que nos comprometemos com sua plena inserção e participação criativa em todos os níveis de nossas lutas.

A formação para o fortalecimento de nossas lutas

Para que tenhamos êxitos e vitórias em nossas lutas, temos que nos dedicar ao fortalecimento interno de nossos movimentos, através da formação política para aumentar nossa capacidade coletiva de analisar e transformar nossas realidades, a capacitação, e melhorar a comunicação e articulação entre nós e nossos aliados.

Diversidade e unidade na defesa da agricultura camponesa

Como movimento social internacional, podemos dizer que uma de nossas maiores forças é que somos capazes de unir diferentes culturas e modos de pensar em função de uma mesma luta. A Via Campesina representa um compromisso comum de resistir e lutar pela vida e pela agricultura camponesa.

Todos os participantes da V Conferência da Via Campesina nos comprometemos a defender os alimentos e a agricultura camponesa, a Soberania Alimentar, a dignidade e a vida. Aqui estamos, os camponeses e camponesas do mundo, e nos negamos a desaparecer.


Globalizemos a luta! Globalizemos a esperança!





Comentários e análises

Moçambique: Declaração da III reunião de mulheres da Via Campesina

2008-10-26

http://www.unac.org.mz/spip.php?article58

Reunidas em Maputo Moçambique no marco da V conferencia Internacional de la Via Campesina as mulheres do campo de diferentes continentes, realizamos nossa III Assembléia Mundial. Nos encontramos com a alegria em compartilhar o carinho das companheiras, a riqueza de nossas culturas diversas e a beleza das mulheres da África, Ásia, Europa e das Américas.


Moçambique: Declaração de Jovens da Via Campesina

2008-10-26

http://www.unac.org.mz/spip.php?article57

O Campo é nossa vida Terra que nos alimenta Rios que correm em nosso sangue. Somos a juventude da Via Campesina! Hoje declaramos o começo de um novo mundo. Viemos dos quatro cantos do mundo; Para nos unirmos no espírito da resistência; Para trabalharmos na construção da esperança; Para falarmos de nossas lutas; E aprender uns com o trabalho dos outros. Para nos inspirarmos pelas as canções de cada um, músicas e estorias; Para construirmos solidariedade entre nossos movimentos; Para unirmos como força poderosa por mudança social;


Moçambique: Via Campesina - Soberania alimentar, já!

Com a luta e a unidade dos povos!

2008-10-26

http://www.unac.org.mz/spip.php?article59

Somos gentes da terra, homens e mulheres que produzem os alimentos para o mundo. Temos o direito de continuarmos sendo camponeses e camponesas, e a responsabilidade de continuar alimentando a nossos povos. Cuidamos das sementes que são a vida, e para nós, o ato de produzir alimento é um ato de amor. A humanidade precisa de nós e nos negamos a desaparecer.





Sumário da Edição Inglês

Resistência africana à crise global e análise dos movimentos afro-latinos

2008-10-27

http://www.pambazuka.org/pt/category/summaryen/51575

Patrick Bond discute em seu texto a resistência ao mercado livre e à crise financeira global, e Kwesi Prah responde ao texto de Issa Shivji sobre o caráter inclusivista da Pan-Africanismo. Igualmente interessante é a análise de Joe Contreras sobre o desenvolvimento de uma consciência afro-latina.





Sumário da Edição Francês

Economia informal e a outra face do sub-desenvolvimento

2008-10-27

http://www.pambazuka.org/pt/category/summaryfr/51576

Amaly Aly Dieng em seu texto analisa o início da década de 80 os impactos das imposições do Banco Mundial e do FMI nas economias em desenvolvimento. É neste mommento que a economia informal começa a se espalhar por África como um modo de vida e de sobrevivência. Ele discute a nomenclatura economia informal e setor informal que foram criada pelas organizações financeiras estáveis. O autor também problematiza a questão da economia familiar no contexto das atividades informais no Senegal por exemplo.





Escritores Africanos

É difícil aconselhar um líder que está sempre certo

Um excerto do romance Married but available

2008-10-26

Francis B. Nyamnjoh

http://www.pambazuka.org/pt/category/African_Writers/51556

“É difícil aconselhar um líder que está sempre certo"

É tarde da noite. Bobinga Iroko é incapaz de dormir. Ele está trabalhando no editorial para o próxima edição de O tambor falante. Ele, deliberadamente, recusou a lançar a história sobre homossexualidade. Sua prioridade ainda é a greve na Universidade de Mimbo, a qual, curiosamente, não atraiu muita cobertura do resto da imprensa nacional concentrada em Nyamandem e Sawang. Ele e O tambor falante, apesar dos obstáculos formidáveis que se punham diante si, estão determinados a empreender uma cruzada tal como um vaqueiro solitário, até o dia da vitória. Eles acreditam que o pôr do sol não deve ofuscar uma boa idéia.

Ele também luta com um obituário sobre a morte súbita, sob circunstâncias misteriosas, de um dos raros e genuínos intelectuais da Universidade de Mimbo. Desprezado pelas autoridades como “uma pessoa incrivelmente fútil, incompetente inveterado e um louco separatista,’ e conhecido popularmente com um “Guerreiro Intelectual”, Doutor CI (Caneta Inflamada) foi encontrado morto na noite passada em sua casa, com seu esqueleto esquartejado, seu cérebro e genitálias desaparecidos. Em sua transição de Caneta Inflamada para Caneta Sepultada, ele se parecia mais com a vítima de um assassinato ritual do que de um roubo. Dr. CI não tinha medo de fazer carreira limitando afirmações, e preferiria muito mais morrer do que virar uma vaca. Ele tinha um desprezo absoluto por aqueles que não estavam nem aqui nem ali em suas convicções, e àqueles que pareciam dizer coisas apenas para agradar do mesmo modo que um camaleão faz em sua vizinhança.

Para ele, tais pessoas eram superficiais, míopes e irrelevantes. Um crítico corajoso que uma vez descreveu a Universidade de Mimbo como o “cemitério do entusiasmo”, Dr. CI estava escrevendo um comentário intitulado “Eu acuso” quando foi morto no meio de uma sentença.

Dr. CI morreu fazendo aquilo que ele sempre fazia: lutar para fazer a diferença e fazer a diferença lutando. Para Bobinga Iroko e O tambor falante, Dr. CI morreu mantendo a esperança viva numa situação sem esperança, adicionando o peso de sua caneta para trazer um pingo mais de dignidade para a vida ordinária dos moradores de Mimbo, desnudados por uma pretensão rasteira, uma retórica estéril e seu vocabulário radical de ódio. Ele morreu lutando contra as batalhas que ele gostaria de ver outros lutando também contra após sua morte. Num contexto onde muitos intelectuais foram silenciados pela futilidade, pela virtude fácil, pela política estéril e uma impunidade irresponsável, CI era uma rara exceção que manteve-se ligado aos ideais de um intelecto genuíno, liberdade acadêmica e responsabilidade social.

Bobinga Iroko sempre se lembrará com carinho dos ensaios e contribuições de CI nas páginas de O tambor falante, os quais sempre foram objetivos sobre o que ele acreditava estar errado em sua terra natal, assim como eles também eram sobre aquilo que pudesse corrigir os erros. Logo, parece infeliz e irônico o fato de que CI morresse da forma tão cruel, e não dos excessos de seus ensaios e comentários que potencialmente o ameaçaria de morte. E foi também igualmente infeliz o fato de ele deixar a cena justamente quando estava pronto a dividir como mundo pessoalmente a riqueza de sua experiência sobre um país e uma comunidade universitária onde um governo relutante e aqueles cujos intelectos estavam adormecidos não teriam dó em descarrilar o trem da esperança e da dignidade humana.

CI epitomizava aqueles que recusavam estar de pé e ver o trem da esperança e da dignidade humana descarrilar. Ele estava lá por aqueles que prefeririam lutar a fugir (Não foi Bob Marley quem disse – aquele que luta e foge vive para lutar um outro dia?). CI, a carne e o sangue, pode ter morrido, CI, a Idéia, nunca esteve mais vivo. Isto pode ser visto na determinação e na resiliência dos estudantes da Universidade de Mimbo em manter incandescida suas ambições de liberdade acadêmica e a busca por melhora em equidade, dignidade e oportunidade para tudo e todos em conjunto.

Isto, tal como CI e outros que sacrificaram suas vidas sempre clamaram, requer certo calibre particular de liderança. Assim como CI enfatizou ad infinitum, qualquer líder, não importa o quão bom, precisam dos outros para compensar sua fraqueza. Um bom líder é aquele que encoraja os outros a liderar sem super dramatizar o fato de estar no poder. Ele ou ela é aquele que está cercado de pessoas com opiniões contraditórias de modo a se forçar a refletir, comparar e contrastar antes de se chegar a uma decisão.

O caminho à frente para a Universidade de Mimbo e para Mimbolândia, CI estressou naquilo que ninguém poderia ter imaginado que fora o seu último comentário nas páginas de O tambor falante, que foi por reconhecer que uma liderança não é exatamente sobre o líder. Trata-se do ambiente favorável que o líder cria para os experts em vários caminhos da vida e para todos aos quais ele oferece sua liderança. Um bom líder é aquele que consegue purgar-se da ilusão de que os chefes são necessariamente melhores que as pessoas abaixo deles. A modéstia é a chave principal para o sucesso em liderança, para que um bom líder imediatamente reconheça que ele ou ela precisa de apoio para liderar, e que um líder nunca lidera sozinho. “Liderança é mais um privilégio que um direito, uma vez que um líder é mais um servidor do que um senhor”, CI enfatizava, adicionando que apenas na Universidade de Mimbo e em Mimbolândia o contrário acontecia. “Com líderes que não têm nem modesta nem generosidade de espírito, que continuam no argumento da força e não na força do argumento, instituições secas e debilitadas, não pela falta de talento, mas pela falta de propósito”. A desgraça recai sobre o líder que tomar decisões sem consulta, e que exclui da liderança pessoas que têm muito talento porque ele ou ela tem medo de ser contradito ou por descobrir que nenhum individuo sozinho tem o monopólio de boa idéias.

“É difícil aconselhar um líder que pensa estar sempre certo”, argumentou CI, “há uma necessidade de criar circunstâncias nas quais outros líderes possam ser estimulados. Isso começa com a inclusão, com a sobriedade e a oportunidade para todos.” CI finaliza seu comentário com as seguintes palavras: “Nós sempre temos os líderes que merecemos ao conceder a indivíduos míopes o poder de silenciar a criatividade e a diferença que deveriam ser normais para edificar e fortalecer uma instituição, uma comunidade ou um país. A Universidade de Mimbo e o povo de Mimbolândia merecem um destino melhor do que a desgraça que se abateu sobre eles com perplexidade de uma mediocridade chamada liderança”.

* Francis Nyamnjoh é camaronês, romancista e Chefe de Publicações e Disseminação do Conselho para o Desenvolvimento da Pesquisa em Ciências Sociais em África – (CODESRIA), Dakar. O livro Married but available está disponível em http://www.africanbookscollective.com/books/married-but-available

** Traduzido por Alyxandra Gomes Nunes





Blog da África

Cabo Verde: Crise? que crise?

2008-10-26

http://pt.globalvoicesonline.org/2008/10/23/cabo-verde-crise-que-crise/

Depois de questionarem os motivos por trás de uma recente onda de aumentos em Cabo Verde, blogueiros foram surpreendidos na semana passada com a notícia de que o país seria imune à crise econômica em que o mundo para além do arquipélago está afundando. A alegação teria sido feita pelo presidente da Bolsa de Valores de Cabo Verde, Veríssimo Pinto, durante um debate na estação de rádio nacional. Agora, os blogueiros locais querem saber como essa pequena nação pode ser imune à crise e perguntam: será que Deus é cabo-verdeano?


Reações africanas à criação do Africom

2008-10-26

http://pagina-um.blogspot.com/2007/10/reaces-africanas-criao-do-africom.html

Quando os Estados Unidos lançaram oficialmente um novo comando militar para África, vários países do continente reagiram positivamente. A Libéria, por exemplo, ofereceu-se para acolher uma possível base. Mas, outros países, sobretudo na zona austral do continente, estão contra o aumento da presença militar americana, vista como desnecessária e uma intrusão. Em destaque neste trabalho as razões porque o AFRICOM poderá fazer face a resistência no continente e como os responsáveis americanos explicam o propósito do novo comando.





Zimbábue - Atualidades

Zimbábue: Líder da oposição diz que acordo ainda é possível no Zimbábue

2008-10-18

http://www1.folha.uol.com.br/folha/mundo/ult94u457739.shtml

O líder da oposição e primeiro-ministro do Zimbábue, Morgan Tsvangirai, disse neste sábado que ainda está determinado a fechar um acordo de partilha de poder com o presidente Robert Mugabe, depois do rompimento do diálogo entre ambos nesta sexta-feira (17). Após quatro dias de negociação, Tsvangirai disse ontem que as conversas haviam fracassado por causa da recusa de Mugabe em abrir mão dos ministérios mais importantes do gabinete.


Zimbábue: Mbeki tenta salvar acordo zimbabueano

2008-10-18

http://tinyurl.com/5gayyc

Thabo Mbeki chegou finalmente a Harare, ao fim do dia de ontem, para tentar salvar o acordo de partilha de poder que mediou há quatro semanas. Mas quatro semanas depois, o acordo ainda não foi posto em prática e ainda não há governo de coligação no Zimbabué.


Zimbábue: MDC fora da cimeira da Suazilândia

2008-10-26

http://tinyurl.com/692whb

O principal partido da oposição no Zimbabue, o Movimento para a Mudança Democrática, anunciou que não vai participar na cimeira destinada a resolver o impasse relativo a um novo governo de partilha de poder. Falando numa conferência de imprensa na África do Sul, Tendai Biti, o secretário-geral do MDC, disse que o seu líder Morgan Tsvangirai não recebeu um passaporte pelo que não poderá participar.


Zimbábue: MDC pede saída de Mbeki

2008-10-26

http://tinyurl.com/6z8nd9

O principal partido da oposição no Zimbabwe, o Movimento para a Mudança Democrática, MDC, pediu formalmente à SADC que substitua Thabo Mbeki como mediador das negociações em curso com a Zanu-FP. O MDC não sugere qualquer nome para o substituir mas diz ter perdido toda a confiança no ex-presidente sul-africano. Segundo o jornalista António Pina, colaborador da BBC na cidade sul-africana de Joanesburgo, o MDC diz estar iminente uma ruptura no processo negocial zimbabweano





Mulheres & Gênero

Angola: Realisada a marcha rosa em Luanda

2008-10-26

http://pagina-um.blogspot.com/2008/10/realizada-marcha-rosa-em-luanda.html

A Fundação Mulher Contra o Cancro da Mama realizou sábado, pela primeira vez em Angola, a "Marcha Rosa" com oobjectivo de apoiar as portadoras do cancro da mama e alertar as mulheres da necessidade do auto exame. A marcha em que estiveram presentes a governadora de Luanda, Francisca do Espírito Santo, a segunda vice-presidente da Assembleia Nacional, Joana Lina, o ministro da saúde, José Van-Dúnem, e a primeira dama de Angola, Ana Paula dos Santos, teve início no largo das heroínas e terminou na Praça da Independência.


Brasil: Mulheres do campo denunciam política agroindustrial da Bayer no Rio

2008-10-26

http://www.mst.org.br/mst/pagina.php?cd=5919

Mais de 300 integrantes da Via Campesina realizaram manifestação, na tarde dessa quinta, em frente à sede da transnacional Bayer, em Belford Roxo. A atividade foi organizada pelas trabalhadoras do campo que denunciam o modelo de agricultura industrial controlado por grandes empresas multinacionais. Os manifestantes responsabilizaram essa política pela elevação do preço dos alimentos e pelo crescimento de famintos no mundo.





Direitos Humanos

Angola: Crianças feiticeiras curadas com jindungo a arder num quarto fechado

2008-10-26

http://www.noticiaslusofonas.com/view.php?load=arcview&article=21605

Dezenas de crianças num quarto, fechado, com uma fogueira onde era queimado Jindungo (malagueta) era um dos métodos usados para libertar do "mal" as "crianças feiticeiras" que hoje foram resgatadas pela Polícia Nacional na capital angolana. A descrição é feita por uma das pessoas que acompanhou a operação de resgate das 40 crianças acusadas de serem feiticeiras, que estavam retidas em duas igrejas ilegais no município do Sambizanga, em Luanda.


Global: Fome acentuada por preços alimentares

2008-10-18

http://tinyurl.com/6mlu7n

Um relatório da ONG britânica Oxfam revela que mais de 900 milhões de pessoas nos países em desenvolvimento enfrentam o espectro da fome devido ao aumento os preços dos alimentos. O relatório, publicado hoje para assinalar o Dia Mundial da Alimentação, diz que só este ano, a subida em espiral dos preços de alimentos básicos, como o arroz e o trigo, empurrou outras 119 milhões de pessoas para a fome.


Tropas da ONU legitimam exploração de haitianos por transnacionais dos EUA

2008-10-26

http://tinyurl.com/5uos7f

“Lá, tudo era diferente do que eu imaginava e do que tinham me dito. Também não tenho nenhuma lição de moral para deixar para ninguém. Só gostaria mesmo de lembrar que estamos perdendo a verdadeira guerra: contra a miséria. Como os jogadores da seleção disseram no dia daquele jogo ridículo, só o combate à pobreza vai trazer a paz.





Refugiados & migração forçada

Cabo Verde: Clandestinos transportados para Santiago e depois repatriados

2008-10-26

http://www.noticiaslusofonas.com/view.php?load=arcview&article=21573

Os 130 imigrantes clandestinos que quarta-feira chegaram ao Sal vão ser transportados nos próximos dias para a ilha de Santiago, de onde serão depois repatriados para os países de origem. Uma fonte que está a acompanhar o processo disse à Lusa que parte dos imigrantes é oriunda da Guiné-Bissau, encontrando-se muitos que falam português e crioulo da Guiné.


Portugal: protesto em Portugal pede legalização dos imigrantes

2008-10-26

http://tinyurl.com/563gvg

Cerca de duas mil pessoas participaram neste domingo, 12, de uma passeata no centro de Lisboa contra a política européia para a imigração, exigindo a legalização imediata de todos os imigrantes. No protesto, organizado por mais de 30 organizações de defesa dos imigrantes, os manifestantes também pediram a não aprovação do chamado "pacto Sarkozy" - uma proposta da União Européia que prevê a expulsão imediata de todos os imigrantes ilegais do bloco.





Eleições e Governabilidade

Quênia: 'Verdade e Reconciliação' para o Quénia

2008-10-26

http://tinyurl.com/649ask

O Parlamento queniano aprovou uma lei que visa a criação de uma Comissão da Verdade e Reconciliação, para investigar alegados abusos dos direitos humanos cometidos desde a independência em 1963. Se for aprovada pelo presidente Mwai Kibaki, a comissão investigará toda a violência política que ocorreu no Quénia, e recomendará o julgamento de suspeitos.





Corrupção

Guiné Bissau: Há dinheiro do narcotráfico na campanha eleitoral», diz líder do PAIGC

2008-10-26

http://www.noticiaslusofonas.com/view.php?load=arcview&article=21611

O presidente do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), principal força política da Guiné-Bissau, Carlos Gomes Júnior, afirmou hoje que "há dinheiro do narcotráfico na campanha eleitoral" para as legislativas de 16 de Novembro. "Só não vê quem não quer. Há dinheiro do narcotráfico nesta campanha eleitoral", acusou Carlos Gomes Júnior, no seu discurso de abertura da campanha do PAIGC em Bissau.


Moçambique: Presidente e administrador dos aeroportos presos por alegada corrupção

2008-10-26

http://www.noticiaslusofonas.com/view.php?load=arcview&article=21599

O presidente do Conselho de Administração e um administrador da empresa Aeroportos de Moçambique (ADM), que gere a infra-estrutura aeroportuária moçambicana, estão detidos desde terça-feira em Maputo, devido a suspeitas de corrupção na instituição, noticia hoje a imprensa. Segundo os jornais moçambicanos, que citam fontes da Procuradoria-Geral da República, Diodino Cambaza foi preso juntamente com outro administrador da empresa ADM, também suspeito de envolvimento em actos de corrupção na empresa.





Desenvolvimento

África: Nova zona Africana de comércio livre

2008-10-26

http://tinyurl.com/68klly

Os líderes de 26 países africanos reunidos na capital do Uganda, a cidade de Kampala, concordaram em criar uma nova zona de comércio livre intregrando a África Oriental e Austral. O objectivo é juntar três grupos regionais para criar o maior bloco económico do continente africano, com uma população combinada, em termos numéricos, quase idêntica à da União Europeia.


Angola: “Angola deu uma grande e sincera contribuição”

2008-10-26

http://www.jornaldeangola.com/entrevista.php

O apoio de Angola aos movimentos de libertação no Zimbabwe, na Namíbia e na África do Sul foi determinante para a libertação da região Austral do continente. A reafirmação deste facto vem do médico cubano Carlos Alberto del Risco Turiño. Tendo permanecido em Angola três anos, de 1977 a 1980, Del Risco refere que Angola arriscava muito no âmbito internacional, tendo sido alvo de críticas dos seus inimigos e dos países europeus que não viam com bons olhos o seu posicionamento.


Guiné Bissau: Nova assistência do FMI à Guiné-Bissau

2008-10-26

http://tinyurl.com/69fopu

A Guiné-Bissau vai beneficiar de um novo programa de assistência do FMI, anunciou esta quinta-feira em Bissau o Ministro das Financas, Issufo Sanhá. O programa trienal designado Facilidade da Redução da Pobreza e Crescimento, pode levar a Guiné-Bissau ao perdão de 90% da sua dívida externa, no quadro da chamada iniciativa HIPC – países altamente individados. O estabelecimento do novo programa é o resultado do bom desempenho do programa de assistência pós-conflito em curso desde Janeiro do corrente ano


Moçambique: Cimeira do MARP realiza-se em Cotounu

2008-10-26

http://www.jornalnoticias.co.mz/pls/notimz2/getxml/pt/contentx/262727

O ministro da planificação e desenvolvimento, Aiuba Cuereneia, participa este fim-de-semana, em Cotonou (Benin), na primeira Cimeira Extraordinária dos Chefes de Estado e de Governo do Mecanismo Africano de Revisão de Pares (MARP), em representação do Presidente da República, Armando Guebuza, e também na qualidade de Ponto Focal do MARP em Moçambique.





Saúde & HIV e AIDS/SIDA

África do Sul: Testes rápidos de HIV não são infalíveis

2008-10-26

http://www.plusnews.org/pt/Report.aspx?ReportId=81017

A confiabilidade do diagnóstico obtido através do teste da gota espessa (o popular fura-dedo) foi questionada quando uma marca de testes rápidos do HIV utilizados em centros de testagem públicos de duas províncias sul-africanas foi retirada do mercado.Um jornal local relatou em final de Setembro que mais de meio milhão de kits do teste Wondfo Rapid One Step Test, produzidos na China e distribuídos por FutureMed Pharmaceuticals, foram retirados do mercado em Julho por serem defeituosos.


África: As pistas coloniais do HIV

2008-10-18

http://tinyurl.com/5lhcyl

A criação de cidades coloniais na África sub-Sahariana há um século poderá ter despoletado a propagação do HIV. Especialistas dos EUA analisaram uma das mais antigas amostras do vírus alguma vez encontrada, na República Democrática do Congo em 1959.


CPLP: A transmissão intencional do HIV deve ser considerada crime?

2008-10-26

http://www.plusnews.org/pt/Report.aspx?ReportId=80904

A criminalização da transmissão intencional do HIV é hoje um dos assuntos mais controversos no contexto da epidemia. Os que defendem que alguém que infectou outra pessoa propositadamente deve ser acusado de homicídio têm um argumento claro: a SIDA é uma doença fatal, portanto se a transmissão foi intencional, quem o fez tinha o objectivo de matar.


São Tomé e Príncipe: Campanha com jeito de espetáculo

2008-10-26

http://www.plusnews.org/pt/Report.aspx?ReportId=81074

Uma campanha de prevenção diferente – e importada – vai ocupar os palcos de São Tomé nas próximas duas semanas. O Auto da Camisinha, realizada pelo grupo brasiliense O Hierofante - Companhia de Teatro do Brasil, traz mensagens sobre o uso da camisinha, infecções sexualmente transmissíveis (ITS), SIDA e gravidez na adolescência.


São Tomé e Príncipe: final feliz com HIV

2008-10-26

http://www.plusnews.org/pt/Report.aspx?ReportId=80897

Na sala de reuniões da organização não-governamental portuguesa Médicos do Mundo (MdM), 15 actores tentavam decorar os seus textos. Com idades entre 16 e 25 anos, eles se preparavam para as gravações da minissérie Os que têm SIDA são como os que não têm, que começa a ser transmitida no início de Novembro e culmina no Dia Mundial de Luta Contra a SIDA, em 01 de Dezembro.





Educação

Angola: Reitor reconhece papel da Universidade no desenvolvimento do ensino superior

2008-10-26

http://www.jornaldeangola.com/

O reitor da Universidade Agostinho Neto, João Sebastião Teta, considerou ontem, em Luanda, que a condecoração do Governo francês, pelo seu desempenho no ensino universitário angolano, com a Ordem das Palmas Académicas Francesas, representa um reconhecimento da contribuição da universidade pública para o desenvolvimento do ensino superior em Angola.


Países de língua portuguesa avaliam ensino à distância

2008-10-26

http://www.jornaldeangola.com/artigo.php?ID=94813

Membros dos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP) reúnem-se de 30 a 31 do corrente, em Lisboa, Portugal, num simpósio dedicado ao ensino à distância. Para o efeito, partiu ontem para a capital lusa o secretário de Estado para o Ensino Superior, Adão do Nascimento. No Aeroporto Internacional 4 de Fevereiro, o governante afirmou que durante o evento, organizado pela Universidade Aberta de Portugal, os participantes vão falar das experiências desta forma de ensino nos seus países.





Terra e direito à terra

Moçambique: Via Campesina

2008-10-26

http://mercosulcplp.blogspot.com/2008/10/moambiquevia-campesina-realiza-sua-5.html

A Via Campesina, movimento que agrega e representa milhões de camponeses em todo o mundo, celebrará sua V Conferência Internacional em Maputo (Moçambique), entre os dias 16 e 23 de outubro. Mais de 500 lideranças camponesas de mais de 70 países estarão reunidas para discutir alternativas à crise alimentar, e outras questões que estão no topo da agenda global. A conferência reserva espaço ainda para dois momentos importantes: a Assembléia de Jovens Camponeses, nos dias 16 e 17, e a Assembléia das Mulheres Camponesas, nos dias 17 e 18.


Moçambique: Via Campesina, discurso de Itelvina Masioli

2008-10-26

http://movimientos.org/cloc/5cviacampesina/show_text.php3?key=13326

Esse momento é um momento especial. Estamos finalizando nossa V conferencia, com mais de 600 delegados de todos os cantos do mundo, já entramos para a historia, como um dos maiores encontros de campesinos, campesinas e indígenas. Agradecemos a mãe áfrica pela bela acolhida, nossas raiz estão plantadas nestas terras.





Bem-estar social

Cabo Verde: Caboverdianos satisfeitos com regime político

2008-10-18

http://tinyurl.com/5orpsx

A democracia continua bem cotada entre os caboverdianos, acaba de revelar o mais recente inquérito da Afrosondagem, uma empresa de estudos de opinião de Cabo Verde e que integra o grupo Afrobarómetro que realiza inquéritos sobre a democracia em vários países de África. O estudo realça, no entanto, que os caboverdianos estão menos interessados em assuntos públicos do que em 2005, data do anterior estudo, e à semelhança das duas vezes anteriores, os caboverdianos dizem o que mais lhes agrada e desagrada em matéria de governação do seu país.


Global: Via Campesina discute crise alimentar

2008-10-26

http://tinyurl.com/6694wk

A crise alimentar global está no topo da agenda da quinta conferência internacional da Via Campesina que se realiza na Cidade da Matola perto da capital moçambicana, Maputo. O movimento que representa milhões de camponeses no mundo, junta mais de 500 associações camponesas de mais de 70 países. A Via Campesina defende um modelo de produção agrícola baseado na agricultura familiar sustentável.





Direito & Campanhas

Brasil: Aprender sem medo

2008-10-26

http://tinyurl.com/6rzhmj

A cada dia, aproximadamente um milhão de crianças sofrem algum tipo de violência nas escolas em todo o mundo. E nenhum país está imune. Esses são alguns dos resultados de uma pesquisa conduzida pela Plan, uma das maiores e mais antigas organizações não-governamentais de desenvolvimento. O relatório é parte da campanha “Aprender Sem Medo” lançada em outubro em diversos países com o objetivo de promover um esforço global para acabar com a violência nas escolas.


Guiné Bissau: Greve geral no segundo dia

2008-10-18

http://tinyurl.com/6d72f2

A Administração Pública guineense continua paralisada. Os trabalhadores cumprem o segundo dia de greve geral. Queixam-se de ameaças de represálias e de intimidações policiais. O secretário-geral da UNTG, Desejado Lima da Costa considera não haver condições para as negociações com o Governo.


Nigéria: Manifestação é reprimida com brutalidade

2008-10-26

http://www.actionaid.org.br/Default.aspx?tabid=152

Em Abuja, capital da Nigéria, a marcha foi organizada para dar visibilidade a situação da fome no país. Segundo estatísticas oficiais locais, um terço da população passa fome todos os dias. Um dos objetivos do evento era entregar uma petição ao presidente e legisladores para encorajar políticas públicas de erradicação da fome.





Notícias da diáspora

Brasil: Falta de regras comerciais acirra tensão entre Brasil e vizinhos

2008-10-18

http://www.estadao.com.br/internacional/not_int262282,0.htm

A tensão entre os governos esquerdistas da América do Sul e as empresas brasileiras, que ganhou destaque nos últimos dias com a expulsão da construtora Norberto Odebrecht do Equador, é conseqüência da falta de regulamentação dos acordos comerciais entre o Brasil e estes países. "A presença brasileira na região se deu com um nível de cobertura institucional muito baixo, sem a preocupação de arranjos regionais.


Moçambique: Brasil tem compromisso moral com África

2008-10-18

http://tinyurl.com/5eutjc

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse esta sexta-feira em Moçambique que o governo brasileiro "tem um compromisso moral e ético com o continente africano". Lula falava no final da sua visita oficial a Moçambique, a qual observadores classificam como tendo dado o empurrão nas relações que os dois países necessitavam nas àreas comercial, saúde entre outras.


Moçambique: Criticada lentidão da cooperação Brasil-Moçambique

2008-10-18

http://tinyurl.com/5rolyv

O presidente brasileiro, Luis Inácio Lula da Silva que se encontra em visita oficial a Moçambique apelou para uma maior rapidez na implementação dos projectos de cooperação entre os dois países. Lula da Silva refeira-se em particular à há muito esperada construção, com assistência do Brazil, de uma fábrica de anti-retrovirais em Moçambique um assunto que dominou aliás o primeiro de dois dias da sua visita oficial a este país.





Conflitos e emergências

Africa: Cabinda continua a ser um tabu para Portugal

2008-10-26

http://www.noticiaslusofonas.com/view.php?load=arcview&article=21607

Batemos à porta de Portugal não para pedir uma esmola ou suplicar um favor, mas apenas para reclamar um direito que nos assiste e não nos pode ser negado. Se o meu livro (“O problema de Cabinda exposto e assumido à luz da verdade e da justiça”) tem algum merecimento, não é, decerto, o seu valor literário ou artístico. De igual modo, não é pelo seu elevado nível científico ou pelo seu maravilhoso e extraordinário conteúdo que poderá obter algum êxito ou proveito.





Cursos, seminários & workshop

Burkina Faso: Fórum Panafricano quando do cinquentenário da Conferência dos Povos Africanos

2008-10-27

http://www.pambazuka.org/pt/category/courses/51574

Será relizado em Ouagadougou, Burkina Faso, de 1 a 3 de dezembro de 2008 o Fórum Panafricano para a comemoração do cinquentenário da Conferência dos Povos Africanos. O evento será organizado pelo Comitê Internacinal Joseph Ki-Zerbo, cuja direçao executiva está no momento com Lazare Ki-Zerbo. Os interessados deverão contactar o senhor Damase ZOURE no telefone 70 23 58 56 ou a senhora Bintou PALM no telefone 76 63 60 15





Fórum Social Mundial 2007

Belém Expandida amplia participação mundial no FSM 2009

2008-10-26

http://www.forumsocialmundial.org.br/noticias_01.php?cd_news=2478&

O Fórum Social Mundial 2009 inaugura uma nova modalidade de participação de entidades, movimentos e organizações da sociedade civil que não poderão estar presentes em Belém, mas desejam expressar sua participação no processo FSM. O Conselho Internacional do FSM, reunido em Setembro em Copenhagem, aprovou um convite para a participação nas atividades de Belém Expandida.


Inscrições abertas para o FSM 2009

2008-10-26

http://www.forumsocialmundial.org.br/noticias_01.php?cd_news=2477

As inscrições para o Fórum Social Mundial 2009 estão abertas. De 7 de Outubro a 7 de Novembro estão abertas as inscrições para atividades e organizações. Em breve também será possível o registro de indivíduos, atividades culturais e imprensa. As inscrições podem ser feitas através do site www.fsm2009amazonia.org.br





Fahamu – Redes para Justiça Social
www.fahamu.org


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