Angola

A normalização da vida política e institucional angolana pode começar agora com o nascimento da terceira República. Depois da independência, da paz e da realização das eleições legislativas de que emergiu a Assembleia Constituinte, Angola vê-se agora com todos os passos dados para a normalização da sua vida democrática institucional, faltando apenas a eleição do Presidente da República, o que deverá acontecer em 2012.

“Infelizmente somos forçados a sujeitarmo-nos às decisões dimanadas da Carta Magna que entra em vigor, naturalmente contra a vontade da maioria real dos angolanos”, estas foram as primeiras palavras de Luisete Araújo, a única mulher candidata às eleições presidenciais, agora banidas com a entrada em vigor da nova Constituição.

As detenções em Cabinda do padre Raul Tati, ex-vigário geral da Diocese daquela província e do advogado e activista dos direitos humanos Francisco Luemba, gerou declarações polémicas em Portugal. Para D. Januário Torgal Ferreira "a perseguição a padres de Cabinda não é nova".

Se o objectivo inicial desta reestruturação era racionalizar (emagrecer) a estrutura anterior tornando-a menos gordurosa e mais eficaz, tenho muitas dúvidas que o mesmo venha a ser conseguido com o novo figurino definido.

Não me parece que tenha havido uma significativa alteração no peso da estrutura administrativa, que acaba por ser um dos grandes sorvedouros dos recursos do OGE, sem qualquer impacto no desenvolvimento económico-social. Antes pelo contrário.

A burocracia angola...read more

A Constituição angolana foi aprovada esta quinta-feira pela Assembleia Nacional. Deputados da UNITA não estiveram presentes na votação.

Pages